O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira (B3), abriu a semana seguindo a tendência do último pregão antes do feriado e manteve o patamar dos 188 mil pontos, marcando o quinto dia consecutivo de alta.
O desempenho foi sustentado principalmente pelas ações ligadas a commodities e pelo setor financeiro. Entre os destaques, a Petrobras registrou alta de 1,64% (PN) e 1,15% (ON), acompanhando a valorização do petróleo no mercado internacional.
A commodity também influenciou os papéis da Brava (BRAV3), que fecharam em alta superior a 3%. Após o encerramento do pregão, a companhia divulgou um fato relevante ao mercado para negar a negociação com a colombiana Ecopetrol, após reportagem publicada pelo Monitor do Mercado. Apesar da resposta, a companhia não negou possíveis negociações envolvendo apenas acionistas de referência.
Já os bancos também contribuíram para o resultado, com avanço de 1,10% no Bradesco (BBDC4), 0,44% no Itaú (ITUB4) e 0,17% no Banco do Brasil (BBAS3). Na direção oposta, a Vale (VALE3) recuou 0,55%, refletindo a queda do minério de ferro no exterior.
- Está com dúvidas sobre suas finanças? Fale agora com a Clara, a assistente virtual do Monitor do Mercado. Iniciar conversa
No cenário internacional, as tensões no Oriente Médio seguem no centro das atenções. O dia marca o fim do prazo (às 21h) dado por Donald Trump para um possível acordo de cessar-fogo com o Irã, aumentando a incerteza nos mercados.
Apesar do ambiente de risco, as bolsas em Nova York registraram alta no último pregão, com o S&P 500 subindo 0,45% e o Nasdaq avançando 0,54%. Os Treasuries, títulos públicos americanos, também subiram.
No Brasil, o governo anunciou medidas para conter o impacto da alta dos combustíveis. Entre elas, estão subsídios ao diesel e ao gás de cozinha, além de redução de tributos sobre o querosene de aviação.
O objetivo é evitar repasses mais intensos ao consumidor e reduzir os efeitos sobre a inflação. O pacote pode ter impacto fiscal relevante, com estimativas de até R$ 31 bilhões, compensados parcialmente por receitas adicionais ligadas ao aumento do preço do petróleo.
Nos próximos dias, a agenda econômica volta a ganhar importância, começando pelos dados da balança comercial brasileira (divulgados ainda hoje), que conta com uma expectativa de superávit de US$ 7,55 bilhões. A semana ainda terá dados de inflação nos Estados Unidos e no Brasil.
Também estão no radar indicadores de atividade, como os índices PMI, e dados do mercado de trabalho americano, que influenciam as decisões do Federal Reserve.
- Investir sem estratégia custa caro! Garanta aqui seu plano personalizado grátis e leve seus investimentos ao próximo nível.
Manchetes desta manhã
- Mercados mantêm cautela após Trump dizer que ‘uma civilização inteira morrerá esta noite’ (Valor Econômico)
- Auxílio do governo para setor aéreo pode superar R$ 8,5 bilhões (Valor Econômico)
- Irã, EUA e Israel escalam ataques no Oriente Médio antes do fim do ultimato de Trump (Folha)
- Irã ameaça privar EUA e seus aliados de petróleo e gás ‘por anos’ (O Globo)
- Além de Vorcaro: quem é o cérebro por trás da arquitetura de criação do Banco Master; entenda (Estadão)
Mercado global
Na Europa, as principais bolsas voltaram do feriado prolongado da Páscoa e operam com otimismo cauteloso na sessão desta terça-feira (7). O movimento altista é impulsionado pelo desempenho de ações dos setores financeiro e de mídia. Outro fator analisado no continente são os dados mais fracos de atividade econômica na Alemanha, Reino Unido e Zona do Euro.
Na Ásia, os principais índices fecharam majoritariamente em alta, com investidores se preparando para o prazo iminente imposto por Trump para que o Irã chegue a um acordo e reabra o Estreito de Ormuz. As esperanças de reabertura da rota ajudaram a aliviar as preocupações com interrupções no fornecimento de energia.
Em Nova York, no entanto, o cenário indica cautela para abertura da bolsa em Wall Street. Os três principais índices norte-americanos operam em queda antes do prazo dado por Trump e após as declarações do presidente em sua rede social (Truth Social), afirmando que “uma civilização inteira morrerá esta noite” se Teerã não chegar a acordo.
Confira os principais índices do mercado:
- S&P 500 Futuro: -0,42%
- Nikkei 225: +0,06%
- Hang Seng: -0,70%
- Shanghai SE Comp: +0,26%
- Ouro (maio): +0,01%, a US$ 4.668,50 por onça troy
- Índice do dólar (DXY): -0,09%, aos 99,92 pontos
- Bitcoin: -1,50% a US$ 68.323,50
- Lucro real, risco controlado e execução profissional — acesse agora e conheça o Copy Invest do Portal das Commodities.
Commodities
Petróleo: os mercados seguem de olho na noite de hoje, estabelecida por Donald Trump, como o prazo para que o Irã aceite um acordo de cessar-fogo e reabra o Estreito de Ormuz, sob ameaça de ataques a pontes e usinas elétricas.
- WTI para maio sobe 2,09%, a US$ 114,76
- Brent para junho avança 0,84%, a US$ 110,69
Minério de ferro: a commodity fechou em queda de 0,26% em Dalian (China), negociada a 774,50 yuans/tonelada (US$ 112,83)
Destaques do mercado corporativo
- Vale (VALE3): divulgará relatório de produção e vendas do 1º trimestre em 16 de abril e balanço no dia 28.
- PRIO (PRIO3): inicia novo poço em Wahoo; produção pode chegar a 40 mil bpd.
- Minerva (BEEF3): Citi reduz preço-alvo para R$ 5,30 e mantém recomendação neutra.
- Bradesco (BBDC4) e Odontoprev (ODPV3) aprovam reorganização societária na área de saúde.
- Hapvida (HAPV3): Luccas Adib assume como CEO; atual comando vai para o conselho.
- Dasa (DASA3): planeja incorporação de subsidiária para simplificar estrutura.
- MRV (MRVE3): vendas sobem 13,9% no 1º trimestre; geração de caixa de R$ 387 milhões.











