O varejo brasileiro cresceu 5,5% em março, na comparação mensal com ajuste sazonal, segundo o Índice do Varejo Stone (IVS). O resultado sinaliza uma recuperação pontual após a retração registrada no mês de fevereiro (-3,1%).
Na análise do Índice Restrito — exclui materiais de construção, veículos e o chamado atacarejo —, o avanço foi de 2,9%. Os aumentos levaram os índices para altas anuais de 2,4% e 1,9% no primeiro trimestre de 2026, respectivamente.
Apesar do crescimento mensal, sustentado pelo mercado de trabalho resiliente e pelo avanço da renda, o setor varejista continua sofrendo nas mãos do endividamento das famílias, alto custo do crédito e inflação de serviços.
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Também foi destacado que os efeitos do ciclo de corte de juros, iniciado em março com corte de 0,25 ponto percentual (p.p.), ainda não foram plenamente sentidos.
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Combustíveis e construção impulsionam resultado mensal
Todos os segmentos analisados registraram alta na variação mensal de março. O setor de Combustíveis e Lubrificantes obteve o maior crescimento, com alta de 13,7%. De acordo com os dados, esse movimento pode ter sido influenciado por uma antecipação de compra dos consumidores diante de possíveis choques de preços derivados de conflitos no Oriente Médio.
O segmento de Material de Construção, tradicionalmente dependente de crédito, registrou um avanço de 4,8% no mês. Já o setor de Móveis e Eletrodomésticos reverteu uma sequência de quatro meses de queda, apresentando alta de 5,2% em março.
Por outro lado, o segmento de Livros, Jornais, Revistas e Papelaria foi o único a registrar queda na comparação anual, com recuo de 2,2%.
Resultado de fevereiro mostra dualidade
Segundo o índice da Stone, o varejo mostrou fraqueza em fevereiro, com recuo mensal de 3,1%. O vilão também foi o crédito caro e o endividamento das famílias recorde (comprometeram 29,2% da renda em janeiro, maior nível da história), que limitaram o consumo.
Por outro lado, dados divulgados pela Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (15), apontaram para um aumento de 0,6% nas vendas do varejo, indicando continuidade na trajetória positiva.
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Com esse resultado, o setor atinge o maior nível da série histórica, iniciada em 2000. O desempenho, no entanto, veio abaixo das expectativas do mercado, que projetava avanço de 1% no mês e de 1,2% na comparação anual, conforme levantamento da Reuters.
A diferença entre os índices está na metodologia: o IVS é baseado em transações eletrônicas captadas pela StoneCo, funcionando como um termômetro mais imediato da atividade, enquanto a PMC é mais abrangente e consolidada, podendo gerar divergências no curto prazo.











