A produção de minério de ferro da Vale (VALE3) aumentou 3% no primeiro trimestre de 2026, somando 69,675 milhões de toneladas, de acordo com dados do relatório de produção e vendas divulgado nesta quinta-feira (16).
O desempenho foi impulsionado pelo recorde de produção nos complexos S11D e Brucutu, além do avanço operacional dos projetos Capanema e VGR1.
As vendas somaram 68,713 milhões de toneladas no primeiro trimestre, avanço de 3,9% na comparação anual. Segundo a companhia, o volume comercializado foi o maior para um primeiro trimestre desde 2018.
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De acordo com a companhia, o trimestre foi marcado por níveis elevados de produção e vendas, com crescimento sustentado pelo ramp-up (fase de aumento gradual da produção) de novos ativos.
Produção de pelotas
A produção de pelotas — insumo obtido a partir do minério de ferro, com maior valor agregado — atingiu 8,169 milhões de toneladas no período, alta de 13,7% na base anual. O resultado reflete o melhor desempenho das unidades de pelotização de Tubarão, no Espírito Santo.
As vendas do insumo aumentaram 2,7% no período, chegando a 7,699 milhões de toneladas, enquanto as vendas de finos cresceram 4,9%, atingindo 59,436 milhões de toneladas vendidas no trimestre.
Operações em Omã continuarão suspensas
No relatório, a Vale também informou que interrompeu a produção nas unidades de pelotização em Omã em março para manutenção programada. A retomada das operações deve ocorrer apenas no fim do terceiro trimestre.
A paralisação também foi impactada por restrições logísticas relacionadas aos conflitos no Oriente Médio. Durante esse período, o pellet feed (matéria-prima das pelotas) será redirecionado para as plantas de Tubarão e para vendas de finos.
Mesmo com os ajustes, a Vale manteve o guidance de produção de aglomerados para 2026, entre 30 milhões e 34 milhões de toneladas.
Produção de cobre e níquel
A produção de níquel no primeiro trimestre de 2026 somou 49,3 mil toneladas, crescimento de 12,3% em relação ao mesmo período de 2025. As vendas atingiram 44,8 mil toneladas, alta de 15,2% na comparação anual.
Segundo a companhia, as vendas ficaram 4,5 mil toneladas abaixo da produção no período, devido à formação de estoques. O preço realizado do níquel foi de US$ 17.015 por tonelada, avanço de 5,6% na base anual.
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No caso do cobre, a produção totalizou 102,3 mil toneladas no primeiro trimestre, alta de 12,5% ante o mesmo período de 2025. O desempenho foi impulsionado por recordes de produção em Salobo e Sossego, além do desempenho das minas polimetálicas de Voisey’s Bay.
As vendas de cobre somaram 91,2 mil toneladas, crescimento de 11,4% na comparação anual. O preço realizado do metal foi de US$ 13.143 por tonelada, avanço de 47,8% frente ao primeiro trimestre de 2025. De acordo com a companhia, a alta reflete preços mais elevados na London Metal Exchange (LME), além de ajustes finais de preço no período.
Citi e BTG analisam desempenho da Vale
O Citi avaliou que a produção da Vale ficou acima das estimativas. O banco projetava cerca de 69 milhões de toneladas, enquanto o resultado reportado ficou próximo de 70 milhões. As vendas também superaram as expectativas, com destaque para o desempenho das pelotas.
O banco apontou ainda:
- Produção de níquel: 49 mil toneladas (+12%)
- Produção de cobre: 102 mil toneladas (+13%)
Com base nesses dados, o Citi estima revisões positivas de cerca de 1% no consenso de EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) do primeiro trimestre. A instituição manteve recomendação de compra para os ADRs da Vale, com preço-alvo de US$ 18.
Já para o BTG Pactual, os resultados operacionais da Vale ficaram, em grande parte, em linha com as expectativas. O banco estima um EBITDA próximo de US$ 4 bilhões no trimestre.
Na divisão de metais básicos, o cobre ficou alinhado às projeções, enquanto o níquel apresentou desempenho acima do esperado.
Segundo os analistas, apesar da sazonalidade típica do início do ano, marcada por chuvas mais intensas, a companhia manteve estabilidade operacional.











