O mercado de investimentos imobiliários no Brasil movimentou R$ 8,3 bilhões no primeiro trimestre de 2026, em 25 transações e mais de 1,2 milhão de metros quadrados negociados, segundo levantamento da Cushman & Wakefield. O período foi marcado por menor número de operações e maior concentração em negócios de grande porte.
O resultado indica um mercado imobiliário ainda ativo, mas com mudanças no perfil das decisões. Em um cenário de juros elevados, investidores passaram a priorizar ativos com renda mais previsível e menor risco.
Entre os segmentos, escritórios lideraram o volume financeiro, com cerca de R$ 3,8 bilhões. O setor industrial veio na sequência, com R$ 3 bilhões, seguido pelo varejo, com R$ 1,3 bilhão.
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O preço médio dos ativos ficou em R$ 6.810 por metro quadrado. Já o cap rate médio — indicador que mede o retorno anual esperado de um imóvel com base na renda gerada — foi de 9,5% ao ano.
Menos operações e maior seletividade no mercado imobiliário
De acordo com o relatório, o ambiente atual exige maior rigor na análise e na execução das transações. Isso se reflete na busca por ativos com qualidade operacional e fluxo de caixa consistente.
Segundo Daniel Batistela, diretor geral da Cushman & Wakefield, há uma mudança no comportamento do investidor. “O investidor passou a priorizar ativos mais resilientes e com fluxo de caixa consistente. O mercado segue dinâmico, mas com um nível de exigência muito maior, tanto na análise quanto na execução das transações”, disse.
Esse movimento também reforça a disciplina na precificação. Em outras palavras, investidores estão mais cautelosos ao definir quanto pagar por um ativo.
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FIIs seguem como principais investidores
Os fundos imobiliários (FIIs) mantiveram papel central no mercado, atuando tanto na compra quanto na venda de ativos.
O relatório também aponta a continuidade do movimento de reciclagem de portfólio. Nesse processo, investidores vendem imóveis considerados menos estratégicos para reinvestir em ativos com melhor potencial de retorno.
Perspectiva para 2026
A expectativa da Cushman & Wakefield para o restante do ano é de continuidade desse cenário mais seletivo. Para eles, os investidores devem manter foco em ativos bem localizados e com fundamentos operacionais consistentes.
Ao mesmo tempo, o mercado pode abrir espaço para oportunidades específicas. Isso inclui negociações envolvendo reestruturação de portfólios e venda de ativos fora do foco principal dos investidores.











