O Ibovespa recuou na última semana, em meio à redução do volume de negociações por causa do feriado de Tiradentes e à saída de capital estrangeiro. Para esta semana, a perspectiva indica que os investidores voltarão os olhares para a superquarta (decisão de juros no Brasil e nos Estados Unidos).
A leitura é de Rodrigo Pannuzio, da Wiser | BTG Pactual, no novo episódio do podcast Perspectivas da Semana, publicado todas as segundas-feiras no YouTube do Monitor do Mercado.
Segundo ele, o movimento reflete uma correção liderada por investidores estrangeiros, que vinham sustentando parte da alta recente. Outro fator de atenção é o impacto do petróleo nas expectativas de inflação, como tem mostrado o Boletim Focus, do Banco Central.
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As tensões envolvendo o Estreito de Ormuz influenciam o preço do barril, com possível efeito sobre custos e índices de preços. Nesta terça-feira (28), o mercado conhecerá os dados prévios da inflação de abril, com a divulgação do IPCA-15. Confira a análise na íntegra:
Exterior sobe com tecnologia e IA, enquanto dólar segue em baixa
Enquanto o Brasil teve queda, o S&P 500 registrou duas semanas de alta, impulsionado por empresas ligadas à inteligência artificial.
Segundo Pannuzio, o mercado acompanha agora a temporada de balanços nos Estados Unidos. O foco está nos lucros e no nível de investimentos das empresas, conhecido como Capex, que indica quanto as companhias estão investindo em expansão.
O dólar, no entanto, permaneceu abaixo de R$ 5, mesmo com a queda da Bolsa. Já os juros americanos subiram levemente. O IFIX (índice de fundos imobiliários) teve leve alta, acompanhando o movimento dos juros futuros no Brasil.
Agenda da semana de superquarta
A semana é marcada por uma agenda intensa de indicadores e decisões de política monetária. No Brasil, o mercado acompanha, além do IPCA-15, dados como o IGP-M (inflação do aluguel). Mas o principal ponto de atenção da semana é a decisão do Copom, marcada para a superquarta (29).
Nos Estados Unidos, a definição dos juros pelo Federal Reserve deve marcar a última reunião comandada por Jerome Powell. A agenda norte-americana também terá indicadores como PIB, inflação e mercado de trabalho.
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A expectativa do mercado é de corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros no Brasil.
Já nos Estados Unidos, a tendência é de manutenção dos juros no atual patamar. Segundo Pannuzio, as projeções de queda têm sido adiadas, com maior probabilidade de cortes apenas mais à frente.
O cenário global, influenciado pelo petróleo, pode impactar esse movimento. A alta da commodity tende a pressionar a inflação e dificultar a redução dos juros.











