O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), caiu 0,67% em março na comparação mensal, na série com ajuste sazonal, informou o Banco Central do Brasil nesta segunda-feira (18).
O resultado veio abaixo da mediana das estimativas do mercado financeiro, que apontava recuo de 0,30%, segundo levantamento Projeções Broadcast. As projeções variavam entre queda de 1,70% e alta de 0,30%.
Em fevereiro, o indicador havia avançado 0,87%, em dado revisado pelo Banco Central. Inicialmente, a alta informada era de 0,60%.
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Serviços lideram retração
A queda do IBC-Br em março foi disseminada entre os setores da economia. O índice de serviços recuou 0,79% no período, após crescimento de 0,57% em fevereiro.
Já o indicador da indústria caiu 0,23%, enquanto o índice de impostos — componente equivalente aos impostos líquidos sobre produtos no PIB — teve retração de 0,21%.
O índice ex-agropecuária, que exclui os efeitos do setor agrícola, recuou 0,93% na margem. Já o indicador da agropecuária caiu 0,21%.
Na comparação com março de 2025, porém, o IBC-Br avançou 3,07%, em linha com a expectativa mediana do mercado.
Consumo ainda sustenta atividade
Apesar da retração mensal, economistas avaliam que a atividade econômica brasileira permaneceu resiliente no primeiro trimestre de 2026, sustentada principalmente pelo consumo das famílias.
Em relatório, os economistas Gabriel Couto e Rodolfo Pavan, do Santander Brasil, afirmaram que o mercado de trabalho aquecido e os estímulos fiscais continuaram apoiando a demanda doméstica ao longo do período.
Segundo o banco, a leitura do indicador ainda aponta para um primeiro trimestre robusto para a economia brasileira. O Santander manteve a projeção de crescimento de 1% para o PIB do primeiro trimestre e de 1,8% para o PIB de 2026.
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Queda de serviços pressionou IBC-Br em março
Para Leonardo Costa, economista do ASA, o resultado negativo de março foi influenciado principalmente pelo setor de serviços, após indicadores mais fortes em janeiro e fevereiro.
“O IBC-Br de março antecipa crescimento forte do PIB no primeiro trimestre do ano”, afirmou o economista.
O ASA projeta expansão de 1,2% para o PIB do primeiro trimestre na comparação intertrimestral anualizada. Segundo Costa, a expectativa é de desaceleração gradual da atividade ao longo dos próximos trimestres, após um começo de ano mais aquecido.











