O mercado de imóveis residenciais manteve trajetória de alta em abril, embora em ritmo mais moderado, com alta de 0,67% nos preços, segundo o Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R), divulgado pela Abecip (Associação Brasileira de Crédito Imobiliário e Poupança).
No mês anterior, o indicador havia registrado alta de 1,12%. Apesar da desaceleração mensal e anual, o índice acumula um avanço de 19,53% nos últimos 12 meses, indicando uma continuidade da valorização dos imóveis residenciais no país.
O levantamento da Abecip mostra que o movimento continua disseminado entre diferentes regiões, mas com intensidade desigual entre as capitais pesquisadas.
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Curitiba e Recife lideram valorização
Entre os destaques do levantamento, Curitiba registrou alta de 1,78% em abril e acumulou valorização de 29,57% em 12 meses, a maior entre as capitais acompanhadas.
Recife também apresentou avanço relevante no período acumulado, com alta de 28,69% em 12 meses, apesar da desaceleração mensal, de 2,17% em março para 0,86% em abril.

Brasília manteve um dos maiores níveis de valorização do país, com avanço de 27,46% em 12 meses. Salvador acumulou alta de 23,49% no período.
Já São Paulo acelerou na margem, saindo de 0,54% em março para 0,76% em abril. Em 12 meses, a capital paulista acumula valorização de 16,83%. O Rio de Janeiro perdeu força no resultado mensal, com alta de apenas 0,13% em abril, mas ainda registra avanço de 14,12% em 12 meses.
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Mercado perde força na margem
O resultado de abril indica uma acomodação parcial após meses de alta mais intensa. Capitais como Porto Alegre, Salvador e Brasília apresentaram desaceleração no ritmo mensal de valorização.
Mesmo assim, o IGMI-R acumulou alta de 4,05% no primeiro quadrimestre de 2026, um dos maiores resultados para o período desde o início da série histórica, em 2016.
O desempenho ficou abaixo apenas dos registrados em 2020 e 2024, reforçando a continuidade do ciclo de alta no mercado imobiliário residencial.
Imóveis sobem mais que aluguel e construção
Os dados também mostram um descolamento relevante entre os preços dos imóveis e outros indicadores do setor. Enquanto o IGMI-R acumulou alta de 19,53% em 12 meses, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) avançou 6,36% no mesmo período.
De acordo com o relatório da Abecip, o movimento indica que a valorização dos imóveis não está sendo explicada apenas pelo aumento dos custos de materiais, mão de obra e serviços da construção civil.
A diferença também aparece na comparação com os aluguéis. O Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR) acumulou alta de 4,49% em 12 meses, muito abaixo da valorização dos imóveis.
Segundo a leitura do mercado, o avanço mais forte nos preços de venda reflete fatores como oferta limitada em algumas regiões, demanda resiliente e busca por proteção patrimonial.
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Valorização de imóveis supera inflação
A distância entre o mercado imobiliário e a inflação ao consumidor também segue elevada. Em abril, o IGMI-R acumulou valorização de 19,53% em 12 meses, enquanto o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 4,39% no período.
O resultado mostra que os imóveis continuam apresentando ganho real acima da inflação, mantendo o setor em trajetória própria em relação ao restante da economia.
Apesar da desaceleração observada em abril, os dados reforçam que o mercado imobiliário residencial segue aquecido, ainda que com ritmos distintos entre as capitais brasileiras.











