O dólar encerrou o pregão com mais uma leve queda de 0,09% frente ao real, cotado a R$ 5,17, nesta quarta-feira (10), após uma sessão marcada por volatilidade. A moeda perdeu força ao longo da tarde depois que dados de inflação dos Estados Unidos vieram abaixo das expectativas.
Pela manhã, o dólar chegou a subir, refletindo a percepção de que o conflito entre Estados Unidos e Irã pode se prolongar. O presidente Donald Trump afirmou que Washington poderá voltar a atacar o Irã após os bombardeios realizados durante a madrugada. Mais tarde, declarou que o Exército iraniano estaria derrotado.
Durante o dia, a moeda oscilou entre a mínima de R$ 5,1596 e a máxima de R$ 5,1976. Apesar do recuo na sessão, o dólar ainda acumula alta de 0,30% na semana e avanço de 2,57% em junho. No acumulado de 2026, porém, registra queda de 5,76%.
Inflação dos EUA reduz pressão sobre os juros
O principal fator de alívio para o mercado cambial foi a divulgação do núcleo do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos.
Nunca foi tão fácil ficar atualizado sobre finanças, economia e investimentos. Assine gratuitamente
O núcleo do CPI exclui itens mais voláteis, como alimentos e energia, e é acompanhado de perto por investidores por influenciar as decisões do Federal Reserve (Fed), o banco central americano. Como o indicador mostrou alta menor do que a esperada, diminuíram os receios de que os juros americanos precisem subir mais à frente.
Ao Broadcast, Jaqueline Neo, especialista em câmbio e crédito da be.smart, afirma que o dado trouxe uma sinalização positiva para os mercados, uma vez que reduz parte da pressão sobre a política monetária dos Estados Unidos.
A leitura mais favorável para a inflação ajudou o real a recuperar parte das perdas recentes, após a moeda brasileira ter registrado uma das piores performances entre divisas emergentes na semana passada.











