O BTG Pactual (BPAC11) reduziu sua recomendação para as ações brasileiras de overweight (compra) para market perform (neutro) nesta sexta-feira (12), citando um cenário macroeconômico mais incerto para o Brasil.
Segundo relatório, o banco avalia que as perspectivas para a política monetária e para o quadro fiscal se tornaram menos previsíveis, o que reduz a visibilidade para os investidores no curto prazo.
Este é o segundo rebaixamento brasileiro nesta semana. Na quarta-feira (10), o Bank of America também rebaixou sua recomendação para o Brasil para neutra . O banco americano apontou um cenário mais desafiador para os juros e perspectivas mais fracas para os lucros das empresas.
Bolsa brasileira acumula perdas e BTG prefere Colômbia
O movimento ocorre após um período de desempenho mais fraco da Bolsa brasileira. Em maio, o Ibovespa registrou queda de 7,22%, o pior resultado entre os principais mercados acionários da América Latina.
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A instituição pondera que, apesar da recente correção dos ativos brasileiros, ainda pode levar algum tempo para que os preços se tornem mais atrativos ou para que haja maior clareza sobre o ambiente econômico.
Na estratégia regional, o BTG mantém recomendação neutra para o Brasil e para o Chile. Por outro lado, elevou a recomendação para a Colômbia para overweight, equivalente à compra.
Segundo o banco, a mudança reflete uma melhora das perspectivas eleitorais e o aumento das chances de vitória de um candidato considerado favorável ao mercado no segundo turno presidencial.
Já Peru e Argentina seguem com recomendação de compra. O México permanece como o único mercado da região com recomendação underweight, equivalente à venda.
Carteira tem sete ações brasileiras
A carteira latino-americana do BTG continua priorizando empresas com crescimento consistente, execução operacional e disciplina na alocação de capital. Entre os papéis brasileiros, a seleção inclui:
- Itaú Unibanco (ITUB4) – 10%
- Axia Energia (AXIA3) – 10%
- Eneva (ENEV3) – 10%
- Localiza (RENT3) – 10%
- Motiva (MOTV3) – 7,5%
- Equatorial Energia (EQTL3) – 7,5%
- Allos (ALOS3) – 4%
Segundo o banco, a composição do portfólio busca equilibrar exposição a diferentes economias da América Latina, privilegiando companhias com potencial de geração de valor ao longo do tempo.











