O dólar fechou esta terça-feira (16) em alta de 0,39%, a R$ 5,08. O desempenho refletiu as preocupações com o cenário fiscal, a queda dos preços do petróleo e a cautela dos investidores antes das decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos, previstas para esta superquarta (17).
Operadores apontam que o fortalecimento da moeda norte-americana ganhou força após a divulgação da pesquisa CNT/MDA. Segundo o levantamento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ampliou a vantagem em um eventual segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
A leitura de parte do mercado é que o resultado aumenta a probabilidade de manutenção de uma política fiscal expansionista.
Nos dois primeiros pregões da semana, o dólar acumula alta de 0,50%. Em junho, a valorização chega a 0,87%. No ano, a moeda ainda registra queda de 7,33%.
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Superquarta aumenta busca por proteção
A proximidade da chamada “superquarta”, quando ocorrem simultaneamente as reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) e do Federal Reserve (Fed), também elevou a demanda por ativos considerados mais seguros.
Investidores monitoram o posicionamento do banco central norte-americano diante da desaceleração dos preços do petróleo. Há expectativa de que a autoridade monetária mantenha um discurso cauteloso em relação à inflação e aos juros.
No Brasil, a deflação do Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) em junho e o desempenho fraco das vendas no varejo em abril reforçaram a percepção de continuidade do processo de calibração da taxa Selic.
O diferencial de juros entre Brasil e EUA continua elevado, mas uma eventual redução dessa distância pode diminuir a atratividade dos investimentos em reais.
Queda do petróleo reduz apoio ao real
As cotações internacionais do petróleo recuaram mais de 5% pelo segundo dia consecutivo, após informações de que um acordo de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã pode abrir espaço para a retomada das exportações iranianas.
O contrato do petróleo Brent para agosto fechou em queda de 5,06%, a US$ 78,96 por barril, abaixo da marca de US$ 80 pela primeira vez desde março.
Dólar forte no exterior mantém atenção sobre o Fed
No mercado internacional, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, operava próximo de 99,55 pontos no fim da tarde, com alta de 0,06%.
O movimento ocorreu mesmo após a forte queda do petróleo, sinalizando que investidores continuam atentos à trajetória dos juros nos Estados Unidos.











