O dólar fechou esta segunda-feira (22) em queda de 0,45% frente ao real, a R$ 5,14. O movimento foi influenciado pela redução das tensões envolvendo Estados Unidos e Irã, pela realização de lucros e pela expectativa em torno da ata do Comitê de Política Monetária (Copom).
Outro fator que contribuiu para o desempenho do real foi a operação realizada pelo Banco Central (BC), conhecida no mercado como “casadão”. A autoridade monetária vendeu US$ 1 bilhão no mercado à vista e, simultaneamente, comprou US$ 1 bilhão em contratos futuros de dólar por meio de swaps cambiais reversos.
Na prática, a operação permite atender demandas específicas por moeda no mercado físico sem ampliar a exposição líquida do BC ao dólar. Segundo operadores, não havia sinais de estresse no mercado cambial nem pressão relevante sobre o chamado cupom cambial, taxa que reflete o custo de financiamento em dólar no mercado local.
Em fala ao Broadcast, o diretor de Tesouraria do Travelex Bank, Marcos Weigt, disse que a operação pode ter sido motivada por uma necessidade pontual de liquidez no segmento à vista, além de contribuir para a redução do estoque de swaps cambiais mantido pelo Banco Central.
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Mercado aguarda ata do Copom
Os investidores também monitoram a divulgação da ata da última reunião do Copom, que será divulgada nesta terça-feira (23). Na semana passada, o Banco Central reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,25% ao ano.
A decisão gerou questionamentos entre participantes do mercado devido ao aumento dos riscos para a inflação e à deterioração das expectativas inflacionárias.
Além disso, o comunicado informou que o horizonte relevante para a política monetária passará a considerar o primeiro trimestre de 2028 a partir da reunião de agosto.
Dólar avança no exterior
No mercado internacional, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, avançava 0,18% no fim da tarde, acima dos 101 pontos. O indicador acumula valorização superior a 2% em junho.
Durante a sessão, o dólar chegou a reduzir ganhos frente ao iene, movimento que levantou especulações sobre uma possível intervenção das autoridades japonesas no mercado cambial. Já a libra esterlina apresentou leve valorização após o anúncio da renúncia do primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer.











