O dólar voltou a recuar nesta sexta-feira (3), fechando a sessão em queda de 0,76%, a R$ 5,17. O movimento foi influenciado pelo fortalecimento de moedas de países emergentes no exterior e pela recuperação do mercado acionário brasileiro.
Além disso, o principal impulso veio da divulgação de um resultado abaixo do esperado para a produção industrial de maio, que aumentou as apostas de que o Comitê de Política Monetária (Copom) poderá promover novos cortes na taxa Selic.
O pregão também foi marcado por menor volume de negociações. As bolsas de Nova York e o mercado de títulos públicos dos Estados Unidos (Treasuries) permaneceram fechados devido à antecipação do feriado da Independência dos EUA, celebrado em 4 de julho.
Com menos participantes no mercado, oscilações na taxa de câmbio tendem a ser mais intensas. Apesar da queda, o dólar encerrou a semana praticamente estável, com alta acumulada de apenas 0,03%.
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No acumulado dos três primeiros pregões de julho, a moeda americana avança 0,11%, após ter registrado valorização de 2,38% em junho.
Dólar perde força no exterior
No mercado internacional, o Índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas fortes, operou próximo da estabilidade, abaixo dos 100,9 pontos. Mesmo assim, o indicador encerrou a semana acumulando queda de cerca de 0,50%, pressionado principalmente pelos dados de emprego divulgados ontem (2), que vieram abaixo das projeções.
O iene também perdeu valor frente ao dólar, movimento que voltou a alimentar especulações sobre uma possível intervenção do Banco do Japão no câmbio.
Corte da Selic pode limitar valorização do real
Na avaliação de Marcelo Bacelar, gestor de portfólio da Azimut Brasil Wealth Management, os indicadores mais recentes da economia brasileira apontam para uma desaceleração gradual da atividade.
Além da produção industrial, o gestor cita o IPCA-15 de junho abaixo das expectativas e o resultado mais fraco do Caged, que mostrou geração de empregos inferior ao esperado em maio.
Esse conjunto de indicadores pode abrir espaço para novos cortes da Selic. Segundo Bacelar, embora um ambiente internacional menos favorável ao dólar beneficie moedas emergentes, a redução dos juros brasileiros tende a diminuir o chamado carrego — estratégia em que investidores aproveitam taxas de juros mais elevadas para obter retornos em aplicações financeiras, reduzindo parte da atratividade do real.











