O dólar fechou esta quarta-feira (22) em queda de 0,43%, cotado a R$ 5,05. A valorização do real foi impulsionada pela alta do petróleo, pela entrada de recursos estrangeiros no mercado brasileiro e pelo aumento das operações de carry trade.
O aumento dos preços da commodity, que subiu mais de 3% no mercado internacional, favoreceu o Brasil. O movimento reflete as preocupações com a oferta global em meio aos conflitos entre Estados Unidos e Irã e às ameaças do grupo Houthi de interromper parte da navegação no Estreito de Bab-el-Mandeb.
Em entrevista ao Broadcast, Matheus Spiess, estrategista da Empiricus Research, explicou que a valorização do petróleo melhora as perspectivas para a balança comercial brasileira, já que o país é exportador líquido da commodity. Dados divulgados pelo Banco Central mostram que o fluxo cambial acumulado de 2026 até julho ficou positivo em US$ 17,9 bilhões.
Além disso, a alta impacta as expectativas para inflação e juros, tornando o Brasil mais atrativo para operações de carry trade, quando investidores captam recursos em países com juros baixos e aplicam em mercados com taxas mais elevadas.
Dólar fica próximo da estabilidade no exterior
No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, operava praticamente estável, com leve baixa de 0,05%. Isso indica que a queda da moeda norte-americana frente ao real esteve mais ligada a fatores internos do que ao comportamento global do dólar.
Tarifaço dos EUA teve impacto limitado
Investidores acompanharam declarações do governo federal sobre os programas Brasil Soberano 2 e 3, voltados ao apoio de setores afetados pelas tarifas impostas pelos EUA sobre produtos brasileiros.
Apesar da repercussão política, o tema teve pouco efeito sobre os preços dos ativos.











