O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta quinta-feira (23) em queda de 0,46%, aos 176.723,62 pontos, devolvendo parte dos ganhos da sessão anterior em meio ao aumento da aversão ao risco nos mercados globais.
A queda foi influenciada pela disparada do petróleo Brent para acima de US$ 100 por barril, após a escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã elevar os temores sobre interrupções na oferta global da commodity.
Declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre possíveis ações militares contra o Irã e contra os houthis do Iêmen aumentaram os receios de interrupções no transporte de petróleo pelos estreitos do Golfo Pérsico.
O movimento aumentou as preocupações com a inflação mundial e reforçou as apostas de juros mais elevados nos Estados Unidos e no Brasil, pressionando principalmente ações de bancos e empresas sensíveis ao custo do crédito.
Ao longo do pregão, a Bolsa brasileira chegou à máxima de 177.896 pontos (+0,20%), mas perdeu força e atingiu a mínima de 176.293 pontos (-0,71%). O volume financeiro somou R$ 21,15 bilhões.
Com o resultado da sessão, o índice acumula alta de 2,73% em julho. Em 2026, o avanço chega a 9,68%.
Destaques do Ibovespa
As ações da Petrobras (ON +1,67% e PN +0,87%) acompanharam a valorização do petróleo no mercado internacional. A Vale subiu 0,77%, sustentada pela valorização do minério de ferro e pela repercussão dos dados operacionais, que mostraram aumento da produção da mineradora.
Os avanços limitaram parte das quedas vistas no setor financeiro, que viu as ações do Itaú recuarem 0,79%, enquanto as do Bradesco caíram 1,32%.
Entre as maiores altas do dia ficaram Rumo (+2,10%), Vibra (+1,77%) e Ultrapar (+1,71%). Já entre as quedas, apareceram Hapvida (-8,08%), Totvs (-6,37%) e Assaí (-4,52%).
Acompanhe o gráfico Ibovespa (em tempo real):
Mercado amplia apostas em alta de juros nos EUA
O aumento dos preços do petróleo também alterou as expectativas para a política monetária norte-americana. Segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group, a probabilidade de uma nova alta de juros pelo Federal Reserve (Fed) passou a superar 80%.











