O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta quarta-feira (29) em queda de 1,52%, aos 173.885,34 pontos. O mercado foi pressionado pela decisão do Federal Reserve (Fed), pelo desempenho negativo do setor financeiro e pela retomada das tensões entre Estados Unidos e Irã.
Embora o banco central norte-americano tenha mantido a taxa básica de juros entre 3,50% e 3,75% ao ano, conforme esperado pelo mercado, o comunicado e a entrevista coletiva do presidente da instituição, Kevin Warsh, reforçaram a postura de combate à inflação.
Além disso, três dos 12 dirigentes do Fed votaram por uma alta de 0,25 ponto percentual, indicando um viés mais restritivo para a política monetária.
No cenário geopolítico, a retomada dos ataques entre Estados Unidos e Irã elevou as preocupações sobre possíveis impactos no fornecimento global de petróleo, especialmente diante dos riscos para a navegação no Estreito de Ormuz.
Durante a sessão, a Bolsa brasileira chegou à máxima de 176.564 pontos, próximo da estabilidade, mas perdeu força ao longo da tarde e encerrou no menor nível do dia. O volume financeiro negociado na B3 foi de R$ 22,9 bilhões. Com o resultado, o índice passou a acumular queda de 0,09% na semana, alta de 1,08% em julho e avanço de 7,92% em 2026.
Destaques do Ibovespa
As ações da Petrobras (ON +2,35% e PN +1,92%) avançaram, beneficiadas pela alta do petróleo no mercado internacional. O petróleo Brent avançou 7,32%, voltando a se aproximar dos US$ 90 por barril.
O principal destaque negativo do pregão foi o Santander, cujas ações despencaram 7,37% após a divulgação do balanço trimestral. A reação contaminou todo o setor financeiro, pressionando o desempenho do índice. A Vale recuou 0,85%.
Entre as maiores altas do dia ficaram Prio (+2,89%), Petrobras (+2,35% e +1,92%) e MRBF (+2,21%). Já entre as quedas, apareceram CSN (-7,80%), Santander (-7,37%) e Sabesp (-5,87%).
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