As bolsas dos Estados Unidos fecharam esta segunda-feira (3) em alta, chegando à terceira sessão consecutiva. O destaque foi o Dow Jones, que renovou seu recorde, impulsionado pela queda do petróleo e pela atividade econômica acima das expectativas.
Parte do otimismo veio do cenário geopolítico. O presidente Donald Trump indicou abertura para negociações com o Irã após semanas de tensão entre os dois países. A mudança de tom aumentou as expectativas de um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz.
Além disso, investidores reagiram ao índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) da indústria dos EUA, que subiu ao maior patamar desde maio de 2022, segundo levantamento do Instituto para Gestão da Oferta (ISM).
Confira o desempenho dos índices de Nova York:
- Dow Jones subiu 1,32% (53.178,41 pontos) — recorde de fechamento;
- S&P 500 teve alta de 1,48% (7.600,50 pontos);
- Nasdaq avançou 2,13% (25.913,90 pontos).
Movimentações no mercado de ações
A Amazon foi um dos destaques do pregão. As ações da companhia avançaram 4,6%, levando seu valor de mercado a superar US$ 3 trilhões.
Já a Apple caiu 1,78%, acumulando a quarta sessão consecutiva de perdas. Com isso, a fabricante do iPhone passou a ocupar a terceira posição entre as empresas mais valiosas dos EUA, atrás da Alphabet, dona do Google, cujas ações subiram 4,4%.
A Nvidia também registrou valorização de 2,93%. O movimento ocorre em meio à continuidade dos investimentos em inteligência artificial (IA). Segundo estimativa do Goldman Sachs, os aportes globais na tecnologia deverão ultrapassar US$ 1 trilhão em 2026.
A queda das cotações do petróleo impactou as ações das petroleiras. Os papéis da Chevron recuaram 1,85%, enquanto os da Exxon caíram 0,24%. As perdas foram parcialmente reduzidas após o Departamento de Energia dos EUA informar que as reservas estratégicas de petróleo do país atingiram o menor nível desde 1983.
As ações da SpaceX avançaram 5,6% antes da divulgação do primeiro balanço financeiro da empresa desde sua abertura de capital. Apesar da alta no pregão, os papéis ainda acumulam desvalorização de cerca de 15% em relação ao preço da oferta pública inicial (IPO), fixado em US$ 135 por ação.
No setor farmacêutico, a Bristol Myers Squibb fechou em alta de 0,3%. O movimento ocorreu após informações de mercado indicarem que a companhia discutiu uma possível fusão com a britânica AstraZeneca. Em Nova York, os ADRs (recibos de ações negociados nos EUA) da AstraZeneca caíram 6,9%.











