O dólar à vista fechou esta terça-feira (11) em alta de 0,98%, a R$ 5,16. Operadores apontaram como fatores para a pressão sobre o real o rebaixamento da recomendação para o Brasil pelo JPMorgan e a divulgação de pesquisas eleitorais.
Em análise, o banco de investimentos reduziu a recomendação para os ativos brasileiros de overweight para neutro. Segundo o banco, o espaço para novos cortes de juros diminuiu e a atividade econômica brasileira apresenta sinais de desaceleração.
O JPMorgan também apontou que os ativos brasileiros costumam apresentar desempenho inferior nos seis meses anteriores às eleições, período em que a volatilidade tende a aumentar.
Além disso, a pesquisa CNT/MDA reiterou a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na corrida eleitoral. Uma pesquisa da Futura, divulgada à tarde, também mostrou o presidente à frente.
Com o resultado na sessão, o dólar acumula alta de 1,78% em agosto. No ano, a queda é de 5,98%.
IPCA e ata do Copom ficam em segundo plano
A divulgação do IPCA de julho e da ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) teve menor impacto sobre os mercados durante a sessão.
O IPCA subiu 0,07% em julho, acima da mediana de 0,03% das projeções coletadas pelo Broadcast. Em 12 meses, porém, a inflação passou a ficar abaixo do teto da meta, de 4,5%.
Já a ata do Copom, que detalhou a decisão da semana passada de reduzir a Selic de 14,25% para 14% ao ano, apresentou tom semelhante ao comunicado divulgado após a reunião.
Dólar fica estável no exterior; petróleo sobe
No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar ante uma cesta de seis moedas fortes, oscilou próximo da estabilidade, na região de 99,800 pontos.
Os preços do petróleo subiram mais de 1% diante do impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã sobre a reabertura do Estreito de Ormuz.
Os investidores também aguardam a divulgação, nesta quarta-feira (12), do índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos referente a julho.











