A Viveo (VVEO3) reduziu o prejuízo líquido ajustado de R$ 21,3 milhões no segundo trimestre, queda de 52% ante os R$ 44,3 milhões registrados no ano anterior. No primeiro semestre, o acumulado foi de R$ 56,6 milhões, redução de 13,2% na comparação anual.
Além disso, a companhia ampliou a receita líquida em 3,4%, para R$ 2,9 bilhões. No acumulado do primeiro semestre, a receita líquida cresceu 2,5%, para 5,7 bilhões.
O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado avançou 21,8%, para R$ 216,7 milhões. No acumulado do semestre, o crescimento foi de 25,9%, para R$ 424,8 milhões. A margem EBITDA ajustada passou de 6,3% para 7,4% — melhor resultado desde o terceiro trimestre de 2023.
“A evolução do segundo trimestre reforça a consistência operacional da Viveo e a capacidade de execução das prioridades estabelecidas para este novo ciclo. Avançamos em rentabilidade, eficiência operacional e geração de caixa, garantindo também o nível de serviço aos clientes. Definimos as agendas que priorizaremos e estamos fazendo o dever de casa”, afirma o CEO da Viveo, André Clark.
Aumento de capital pode reduzir dívida da Viveo
No início de junho, o Conselho de Administração anunciou um aumento de capital de até R$ 869,8 milhões, por meio da emissão de até 966.401.192 novas ações ordinárias.
A operação conta com compromisso de subscrição mínima de R$ 427 milhões por veículos de investimento geridos pela DNA Capital. Segundo a companhia, os recursos têm como objetivos reduzir o endividamento líquido, ampliar o equilíbrio financeiro e fortalecer a estrutura de capital.
Caso a operação seja realizada pelo valor máximo, a Viveo estima que poderá reduzir em mais de 25% sua dívida bruta e diminuir a alavancagem em mais de uma vez.
“A renegociação da dívida e o aumento de capital em curso representam avanços importantes para o fortalecimento do balanço e para a continuidade da agenda de desalavancagem”, afirmou o diretor financeiro da Viveo, Frederico Oldani.
Margem e lucro bruto sobem
O lucro bruto da Viveo alcançou R$ 483,9 milhões no segundo trimestre, crescimento de 14,5% na comparação anual. A margem bruta passou para 16,6%, alta de 1,6 ponto percentual e maior nível desde o segundo trimestre de 2023.
A companhia informou que todos os segmentos apresentaram melhora na margem bruta. O resultado também refletiu ajustes na carteira de clientes e contratos e iniciativas de revisão e padronização de processos.
A unidade de Hospitais e Clínicas foi o principal vetor de crescimento. A receita do segmento atingiu R$ 2,2 bilhões, alta de 10,8% sobre o segundo trimestre de 2025.
Segundo a Viveo, o desempenho foi impulsionado principalmente pelo aumento dos volumes de medicamentos e pela evolução dos contratos com clientes relevantes. No semestre, a receita da unidade cresceu 7,7%, para R$ 4,3 bilhões.
Em Laboratórios e Vacinas, a comparação foi afetada pela base mais elevada do ano anterior e pela migração de parte da demanda por vacinas para a rede pública.
No Varejo, a receita ficou estável. Já em Serviços, a empresa informou que adaptou o portfólio ao novo modelo de contratação das operações de manipulação, priorizando linhas de negócio com maior rentabilidade.
Fluxo de caixa cresce 36,6%
A geração de caixa livre da Viveo alcançou R$ 124,8 milhões no segundo trimestre e R$ 170,3 milhões no primeiro semestre. O resultado acumulado representa crescimento de 36,6% em relação aos R$ 124,6 milhões registrados nos seis primeiros meses de 2025.
O ciclo de caixa, indicador que mede o tempo necessário para transformar os recursos aplicados nas operações em dinheiro novamente disponível, terminou o trimestre em 53 dias. O prazo foi quatro dias menor que o registrado no segundo trimestre do ano passado.
Viveo reduz alavancagem
Em junho, a companhia concluiu a renegociação das condições das principais dívidas, com extensão do cronograma de amortização e revisão da curva de covenants, que são compromissos financeiros previstos nos contratos de dívida.
Ao final do segundo trimestre, 93% da dívida da Viveo estava concentrada no longo prazo, com prazo médio de 7,3 anos.
A alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e EBITDA ajustado, terminou o período em 3,73 vezes. O indicador representa a quantidade de vezes que o resultado operacional seria necessário para cobrir a dívida líquida.
Foi a quinta queda consecutiva da alavancagem e uma redução de 0,6 vez em relação ao segundo trimestre de 2025.











