O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) caiu 0,22% em agosto, após recuar 1,16% em julho, segundo dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE) nesta sexta-feira (28). Com o resultado, o indicador acumula alta de 1,85% em 2026 e de 2,16% em 12 meses.
O indicador reúne três componentes: o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que acompanha os preços no atacado; o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a variação dos preços para as famílias; e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que acompanha os custos do setor de construção.
“O IGP-M ficou negativo pelo segundo mês, embora a queda tenha perdido intensidade. No IPA, a baixa dos produtos industriais foi parcialmente compensada pela alta dos produtos agropecuários, cuja taxa passou de -0,20% para 2,73%”, afirma André Braz, economista do FGV IBRE.
Segundo Braz, energia elétrica, tomate, batata-inglesa, passagem aérea e gasolina contribuíram para a queda do IPC. No INCC, por outro lado, houve avanço dos custos de mão de obra.
Entre os componentes do IGP-M, o IPC teve a maior queda
O IPC recuou 0,41% em agosto, depois de registrar queda de 0,01% em julho. Entre as oito classes de despesas analisadas, seis apresentaram recuo ou redução em suas taxas de variação.
O grupo Habitação passou de alta de 0,35% em julho para queda de 1,24% em agosto. Em Educação, Leitura e Recreação, a taxa passou de 0,80% para -0,52%. Também houve redução em Comunicação, de praticamente estabilidade para -0,81%, e em Transportes, de -0,09% para -0,16%.
Em Saúde e Cuidados Pessoais, a variação passou de 0,23% para 0,22%, enquanto Vestuário saiu de -1,03% para -1,05%. Na direção contrária, Despesas Diversas acelerou de 0,35% para 2,24%. O grupo Alimentação passou de queda de 0,74% para recuo de 0,67%.
IPA recua 0,34% em agosto
O IPA caiu 0,34% em agosto, depois de registrar queda de 1,74% em julho. O resultado mostra uma redução na intensidade da baixa dos preços acompanhados no atacado.
Entre os estágios de processamento, o grupo de Bens Finais recuou 0,40%, após queda de 0,82% no mês anterior. O índice de Bens Finais que exclui alimentos in natura e combustíveis para consumo passou de -0,10% em julho para alta de 0,39% em agosto.
Os Bens Intermediários, por sua vez, registraram queda de 1,90%, depois de alta de 0,35% em julho. Esse grupo reúne produtos utilizados como insumos na produção de outros bens.
Na versão que exclui combustíveis e lubrificantes destinados à produção, a queda passou de 0,40% para 0,23%. Já as Matérias-Primas Brutas tiveram alta de 0,88% em agosto, após recuo de 3,89% em julho.
INCC acelera para 0,85%
O INCC subiu 0,85% em agosto, acima da alta de 0,62% registrada em julho. A composição do índice mostrou comportamentos diferentes entre os grupos. Os preços de Materiais e Equipamentos desaceleraram de 0,42% para 0,33%. Já o grupo Serviços passou de 0,25% para 0,33%.
O principal movimento veio da Mão de Obra, cuja alta passou de 0,93% em julho para 1,56% em agosto. Com isso, enquanto os preços ao produtor e ao consumidor contribuíram para manter o IGP-M em terreno negativo, a elevação dos custos de construção ocorreu na direção oposta.











