Os preços dos imóveis residenciais subiram de 0,38% em junho para 0,61% em julho, segundo dados do Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R), calculado pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).
Apesar da alta mensal maior, o indicador continuou desacelerando em 12 meses, com a variação saindo de 17,49% em junho para 15,78% em julho. Foi o quarto mês consecutivo de desaceleração, após o IGMI-R atingir 19,76% em março.
No primeiro semestre, os preços dos imóveis residenciais subiram 5,64%, abaixo das altas registradas no mesmo período de 2025, de 8,25%, e de 2024, de 8,10%.
Preço dos imóveis supera inflação
Mesmo com a desaceleração observada nos últimos meses, os preços dos imóveis residenciais continuaram avançando acima da inflação e de outros indicadores relacionados ao mercado imobiliário.
Em 12 meses até julho, o IGMI-R acumulou alta de 15,78%, enquanto o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 4,44% (confira abaixo).

O IGMI-R também ficou acima do Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que registrou alta de 6,40% em 12 meses, e do Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR), que subiu 5,08%.
Em 12 meses, a valorização dos imóveis ficou 9,38 pontos percentuais (p.p.) acima do INCC, 10,70 pontos acima do IVAR e 11,34 pontos acima do IPCA.
Descontada a inflação medida pelo IPCA, o IGMI-R apresentou valorização real aproximada de 10,9% em 12 meses.
Valorização dos imóveis desacelera em 2026
Embora os preços continuem subindo, o ritmo de valorização em 2026 está abaixo do observado nos dois anos anteriores. Entre janeiro e julho, o IGMI-R acumulou alta de 5,64%, contra 8,25% no mesmo período de 2025 e 8,10% em 2024.
A desaceleração também aparece na comparação em 12 meses. O índice atingiu alta de 19,76% em março e, desde então, perdeu ritmo por quatro meses consecutivos, chegando a 15,78% em julho.
Variação regional
As dez capitais acompanhadas pelo IGMI-R registraram valorização dos imóveis em 2026. Recife apresentou a maior alta entre as cidades pesquisadas, com avanço de 10,44% entre janeiro e julho.
Curitiba veio na sequência, com 9,07%, e Porto Alegre, com 8,57%. Goiânia acumulou alta de 7,44%, enquanto Salvador avançou 6,56% e Brasília, 5,87%.
São Paulo teve valorização de 4,73% no período. Rio de Janeiro e Belo Horizonte registraram altas de 4,32% e 3,66%, respectivamente. Fortaleza apresentou a menor alta entre as capitais monitoradas, de 2,13% (confira abaixo).

Em julho, seis das dez capitais pesquisadas apresentaram aceleração nos preços dos imóveis. Porto Alegre registrou a maior alta mensal, de 2,28%. Goiânia veio em seguida, com avanço de 1,55%, e Recife, com 1,45%.
Salvador foi a única capital a registrar queda no mês, de 0,16%.
Em 12 meses, Recife também liderou, com valorização de 27,12%. Curitiba registrou alta de 26,15%, seguida por Salvador, com 20,80%, Brasília, com 19,06%, e Porto Alegre, com 18,95%.











