O BTG Pactual atualizou a sua carteira recomendada de BDRs (ações internacionais) para setembro e retirou Meta e Johnson & Johnson da carteira e incluiu Exxon Mobil e Walmart. Além disso, o relatório elevou a participação na Alphabet, dona do Google, de 10% para 12%.
Divulgada nesta terça-feira (1º), a carteira manteve 15 empresas na seleção e promoveu ajustes para melhorar a relação entre risco e retorno do portfólio e aumentar a exposição a empresas consideradas mais bem posicionadas no atual ciclo de investimentos em inteligência artificial.
No último mês, a carteira de ações internacionais subiu 9,3%, ante avanço de 6% do BDRX, índice utilizado como referência para o desempenho de BDRs.
Alphabet ganha espaço em carteira recomendada
A Alphabet teve sua participação elevada de 10% para 12%. A equipe do BTG considera que a companhia está posicionada no ciclo de investimentos em inteligência artificial por atuar em modelos de IA, desenvolvimento de chips e computação em nuvem.
A empresa também apresenta exposição ao Google Search, ao Google Cloud e ao YouTube.
Segundo o relatório, as ações da Alphabet negociam a aproximadamente 18 vezes o lucro estimado para 2026, com desconto de cerca de 28% em relação à média dos últimos cinco anos.
Mudanças na carteira de BDRs em setembro
A substituição da Meta pela Exxon Mobil (que representa 4% da carteira) reduz, segundo o BTG, o chamado duration implícito da carteira, que mede a sensibilidade de um ativo às mudanças nas condições de juros e de crescimento ao longo do tempo.
A equipe também considera que a companhia pode se beneficiar de um ambiente geopolítico mais volátil, que tende a elevar o prêmio de risco incorporado aos preços do petróleo. Além disso, a Exxon ainda possui exposição ao segmento de refino.
Já a Johnson & Johnson foi substituída pelo Walmart. O BTG cita a valorização de cerca de 22% da Johnson & Johnson em 2026 e seu valuation próximo de 30 vezes o lucro como fatores para a mudança. A rede de supermercados também terá peso de 4%.
O banco destaca ainda o crescimento do comércio eletrônico, da publicidade e das receitas de memberships da varejista, além da expansão da plataforma logística Spark.
Nvidia continua com maior peso em setembro
A Nvidia permanece como a maior posição da carteira, com 13%. A Alphabet vem na sequência, com 12%, enquanto a TSMC representa 10%. A carteira de BDRs conta ainda com:
| Empresa | BDR | Peso |
|---|---|---|
| Nvidia | NVDC34 | 13% |
| Alphabet | GOGL34 | 12% |
| TSMC | TSMC34 | 10% |
| Microsoft | MSFT34 | 9% |
| Amazon | AMZO34 | 8% |
| Bank of America | BOAC34 | 8% |
| Goldman Sachs | GSGI34 | 6% |
| Newmont | N1EM34 | 6% |
| Eli Lilly | LILY34 | 5% |
| Walmart | WALM34 | 4% |
| Exxon Mobil | EXXO34 | 4% |
| Palantir | P2LT34 | 4% |
| GE Vernova | G2EV34 | 4% |
| Freeport-McMoRan | FCXO34 | 4% |
| Micron | MUTC34 | 3% |
Fonte: BTG Pactual e Bloomberg.
Juros dos EUA entram no radar do BTG
A atualização da carteira também considera o cenário de política monetária dos Estados Unidos. No relatório, a equipe do BTG afirma que o encontro de Jackson Hole reforçou a discussão sobre juros mais altos no país. A análise cita a preocupação com a disseminação da inflação e a manutenção da meta de 2% para o PCE, índice acompanhado pelo Federal Reserve.
O PIB dos Estados Unidos no segundo trimestre de 2026 foi mantido em crescimento anualizado de 1,5%, enquanto a demanda doméstica privada foi revisada de 3,9% para 4,2%. O consumo das famílias também foi revisado de 3,0% para 3,4%.
Diante desse cenário, o BTG reduziu as projeções para a inflação cheia em 2026, mas elevou as estimativas para os núcleos do CPI e do PCE. A equipe mantém a expectativa de alta de juros na reunião de setembro, condicionada ao resultado do CPI de agosto.











