O dólar fechou esta quarta-feira (2) em queda de 0,92%, a R$ 5,11, chegando à terceira desvalorização consecutiva. O câmbio foi influenciado pela percepção de redução do prêmio de risco dos ativos brasileiros diante da possibilidade de uma mudança no comando do governo federal a partir de 2027.
Investidores acompanharam a divulgação de uma nova pesquisa eleitoral, que apontou empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. A pesquisa Genial/Quaest mostrou Lula com 42% das intenções de voto e Flávio com 41% em um eventual segundo turno.
O petróleo também contribuiu para o desempenho da moeda brasileira. Após oscilar durante a manhã, o preço da commodity ganhou força à tarde em meio às incertezas relacionadas ao conflito no Oriente Médio e ao tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz.
A moeda norte-americana acumula queda de 1,38% nos dois primeiros pregões de setembro, após ter avançado 2,16% em agosto.
Dólar no exterior e dados de emprego dos EUA
No mercado internacional, o índice DXY, que acompanha o comportamento do dólar em relação a uma cesta de seis moedas fortes, operava em leve queda e estava próximo dos 99,500 pontos por volta das 17h.
O movimento foi influenciado principalmente pela valorização de quase 0,90% do iene. A moeda japonesa ganhou força após um dirigente do Banco do Japão sinalizar a possibilidade de aumento dos juros no país.
Nos Estados Unidos, o relatório da ADP mostrou a criação de 38 mil vagas no setor privado em agosto, abaixo das 46,5 mil esperadas pelo mercado. O resultado representa o ritmo mais lento de criação de empregos desde janeiro.
Mercado aguarda payroll
Os investidores agora concentram a atenção no relatório oficial de emprego dos Estados Unidos, conhecido como payroll, que será divulgado na sexta-feira (4).
O mercado também monitora a possibilidade de uma mudança nos juros americanos neste mês, após declarações do presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, durante o Simpósio de Jackson Hole na semana passada.











