A Bolsa de Valores Brasileira (B3) anunciou nesta sexta-feira (11) detalhes do Regime Fácil. O programa, criado para facilitar o acesso de empresas ao mercado de capitais, permite que companhias com faturamento bruto anual de até R$ 500 milhões captem recursos com menos exigências regulatórias.
Em vigor desde março de 2026, o mecanismo busca aproximar empresas em crescimento dos investidores da Bolsa, oferecendo acesso a instrumentos como debêntures, notas comerciais e ações, ampliando as opções para financiar projetos, expansão ou reorganização financeira.
A proposta é reduzir a dependência do crédito bancário e diversificar as fontes de capital para empresas que ainda não possuem o porte necessário para seguir os processos tradicionais de listagem.
Empresas poderão emitir ações e títulos de dívida
Na renda fixa, as companhias podem utilizar debêntures para financiar projetos de longo prazo ou reestruturar dívidas. Também podem emitir notas comerciais, instrumentos voltados principalmente para necessidades de caixa de curto prazo.
Já no mercado acionário, a emissão de ações permite que investidores se tornem sócios da empresa, fornecendo capital em troca de participação no negócio.
Além do acesso aos instrumentos financeiros, empresas participantes terão apoio de uma rede de parceiros da B3, formada por assessores jurídicos, financeiros, escrituradores, associações e estruturadores de ofertas.
O objetivo é oferecer suporte durante todas as etapas do processo, desde a preparação até a operação no mercado.
Oferta direta de ações terá limite de R$ 300 milhões
O Regime Fácil permite dois caminhos para empresas que desejam captar recursos por meio de ações. A companhia pode realizar uma oferta tradicional, sem limite de valor captado, seguindo as regras convencionais do mercado. Também pode optar pela oferta direta, modalidade criada especificamente para o novo regime, com limite de R$ 300 milhões por ano.
Segundo Leonardo Resende, superintendente de Relacionamento com Empresas e Estruturadores de Ofertas da B3, a simplificação busca reduzir custos e burocracias para empresas menores acessarem o mercado de capitais.
Empresas menores terão acesso à estrutura da bolsa
As companhias enquadradas no Regime Fácil passam a utilizar a mesma infraestrutura de negociação da B3 disponível para grandes empresas listadas. A Bolsa reúne atualmente mais de 400 companhias listadas e conecta empresas a investidores institucionais, pessoas físicas, nacionais e estrangeiras.
Para Flavia Mouta, diretora de Listagem e Relacionamento da B3, o ambiente oferece tecnologia, segurança operacional e estrutura regulada para negociações em tempo real. Com a iniciativa, empresas de menor porte poderão buscar recursos para projetos de crescimento, inovação e expansão, utilizando ferramentas antes restritas a grandes corporações.
Nota de transparência: Este conteúdo contou com o auxílio de inteligência artificial na seleção e organização das informações, com base nas fontes citadas, e foi revisado por jornalistas antes da publicação.











