O dólar fechou esta sexta-feira (11) em alta de 0,44%, a R$ 5,12, com investidores aumentando a busca pela moeda americana diante de incertezas no cenário político brasileiro e das expectativas sobre a trajetória dos juros nos Estados Unidos e no Brasil.
O movimento ganhou força após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin solicitar a liberação integral do sigilo das investigações sobre o financiamento, pelo Banco Master, do documentário “Dark Horse”, ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Além das questões envolvendo o STF, investidores aguardavam a divulgação de uma nova pesquisa do Instituto Datafolha sobre a corrida presidencial.
A expectativa é de que o levantamento traga novos dados sobre a intenção de voto dos eleitores e possa influenciar as avaliações do mercado sobre o cenário político para os próximos meses.
No mês de setembro, o dólar acumula queda de cerca de 0,30%. No ano, a moeda americana recua 6,62% frente ao real.
Juros e inflação influenciam dólar
O comportamento do dólar também foi influenciado pelos dados recentes de inflação no Brasil e nos Estados Unidos. No exterior, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) veio dentro das expectativas em agosto.
O núcleo do indicador — que exclui alimentos e energia, itens mais voláteis —, no entanto, avançou acima do esperado. O resultado reforçou a expectativa de que o Federal Reserve (Fed) possa elevar os juros na próxima reunião.
No Brasil, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), índice oficial de inflação, registrou deflação de 0,32% em agosto, resultado abaixo das projeções do mercado.
Petróleo reduz pressão sobre inflação global
A queda nos preços do petróleo ajudou a reduzir preocupações com uma aceleração da inflação global. O contrato do petróleo Brent para novembro caiu 2,81%, embora tenha permanecido acima de US$ 100 por barril.
O movimento reduziu parte da demanda por ativos considerados mais defensivos e deixou os dados de inflação em segundo plano durante parte do pregão.











