As bolsas dos Estados Unidos fecharam esta sexta-feira (11) em alta. O movimento ocorreu após a queda nos preços do petróleo reduzir parte das preocupações dos investidores com a inflação e com a possibilidade de o Federal Reserve (Fed) adotar uma postura mais rígida.
O mercado também repercutiu os dados de inflação ao consumidor dos EUA, conhecido como CPI (Consumer Price Index). O indicador veio próximo das expectativas dos analistas, enquanto o núcleo, que exclui itens mais voláteis como alimentos e energia, registrou uma leve alta.
A divulgação manteve as projeções de que o Fed poderá elevar os juros na próxima reunião, marcada para a “superquarta” (16). Segundo a Capital Economics, a leitura reforça a possibilidade de o banco central continuar acompanhando a evolução dos preços antes de definir os próximos passos.
Confira o desempenho dos índices de Nova York:
- Dow Jones subiu 0,98% (52.573,29 pontos);
- S&P 500 avançou 0,86% (7.656,98 pontos);
- Nasdaq teve alta de 0,96% (26.333,04 pontos).
Apesar da recuperação, os índices terminaram a semana no campo negativo. O Dow Jones caiu 1,57%, o S&P 500 recuou 0,79% e o Nasdaq perdeu 0,65%.
Movimentações no mercado de ações
Entre os setores do S&P 500, nove dos 11 segmentos encerraram o pregão em alta. O setor de serviços de comunicação avançou 1,3%, enquanto ações de tecnologia também contribuíram para o movimento positivo.
A Hewlett Packard Enterprise (HPE) liderou os ganhos do índice, com alta de cerca de 12%. A Cisco Systems avançou 4,3%, enquanto a Caterpillar subiu 1,6% e ajudou o desempenho do Dow Jones.
Na contramão, empresas de saúde registraram queda. A UnitedHealth recuou 2,3%, a Amgen caiu 1,3% e a Johnson & Johnson terminou o dia com baixa de 0,2%.
Mercado acompanha promessa de pagamento de Trump
Investidores também acompanharam a promessa do presidente dos EUA, Donald Trump, de realizar pagamentos de US$ 5 mil por adulto caso o Partido Republicano conquiste maioria nas eleições de meio de mandato.
Segundo estimativas, a medida poderia representar um custo superior a US$ 1 trilhão para os cofres públicos americanos. O secretário de Comércio, Howard Lutnick, afirmou que os pagamentos não seriam financiados por aumento de impostos.











