Desde a última sexta-feira (11), quando a SLC Agrícola (SLCE3) aprovou em reunião do Conselho de Administração a sua primeira emissão de cédulas de produto rural com liquidação financeira (CPR-F), as ações da companhia caíram mais de 2% na Bolsa.
Apesar de o mercado considerar a operação de R$ 515,48 milhões, divididos em 515.480 títulos de R$ 1.000 cada, em recursos que serão destinados exclusivamente ao agronegócio, conforme Fato Relevante divulgado pela companhia, os papéis realizaram lucro após a forte valorização nos pregões anteriores.
Até a queda dos últimos dias, as ações SLCE3 acumulavam ganhos de 14% em setembro e mais de 35% em 30 dias, operando no maior patamar desde meados de abril. Nesta quinta-feira (17), os papéis sobem levemente (+0,68%), cotados a R$ 17,87, e agora avançam 11% em setembro e 30% em 1 mês.
Emissão da SLC Agrícola terá garantia do Bradesco e remuneração em dólar
A emissão terá prazo de sete anos, com vencimento em 15 de setembro de 2033. Os títulos serão amortizados em duas parcelas iguais, a primeira em 15 de setembro de 2031.
A remuneração original equivale a 95,5% da variação acumulada da taxa DI, mas a companhia contratará swap para dólar norte-americano. Com isso, o custo efetivo passa a ser a variação cambial acrescida de spread de 6,15% ao ano. O Bradesco presta fiança bancária correspondente a 100% do saldo devedor, incluindo remuneração e demais encargos.
Os recursos captados por meio da emissão serão direcionados integral e exclusivamente às atividades da companhia como produtora rural, incluindo produção, comercialização ou beneficiamento de produtos agrícolas, além de custeio e investimentos relacionados.
Oferta é restrita a investidores profissionais
A distribuição pública será realizada sob rito de registro automático, com intermediação do Bradesco BBI como coordenador líder, em regime de garantia firme de colocação da totalidade das CPR-F. Podem participar apenas investidores profissionais, conforme a Resolução CVM nº 160, de 13 de julho de 2022.
Nesse modelo, a CVM não realiza análise prévia, mas a oferta fica restrita a um público qualificado, e o coordenador assegura a absorção integral dos títulos caso a demanda não cubra o montante. O agente de CPR-F será a Pentágono S.A. Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários. A ata da reunião do conselho e demais documentos ficarão disponíveis no site de Relações com Investidores da companhia e na CVM.











