O Regime Fácil já viabilizou R$ 161 milhões em captações de empresas no mercado de capitais por meio da infraestrutura da B3 nos primeiros seis meses em vigor. Desde 16 de março, foram realizadas cinco emissões de títulos de dívida.
O modelo foi criado para facilitar o acesso de companhias de menor porte ao mercado de capitais. A regra é voltada a empresas com faturamento anual de até R$ 500 milhões. A proposta é oferecer uma alternativa às fontes tradicionais de financiamento, como o crédito bancário, com exigências adaptadas ao porte das companhias.
Emissões de títulos de dívida predominam no Regime Fácil
Apesar de o modelo também permitir ofertas de ações, todas as cinco operações realizadas nos primeiros seis meses ocorreram por meio de títulos de dívida.
Segundo Heitor Gomes, superintendente de Ofertas Públicas da B3, “os resultados alcançados nesses primeiros seis meses demonstram que existe uma demanda relevante por alternativas de captação mais adequadas à realidade dos diversos tipos de companhia”.
Os resultados alcançados nesses primeiros seis meses demonstram que existe uma demanda relevante por alternativas de captação mais adequadas à realidade dos diversos tipos de companhia.
“O Regime Fácil é um marco importante para ampliar o acesso das empresas brasileiras ao mercado de capitais”, afirma Gomes. De acordo com o executivo, a proposta é conectar companhias de diferentes setores a investidores e novas alternativas de financiamento.
Empresas de cinco setores utilizaram o modelo
As primeiras operações não ficaram concentradas em uma única atividade econômica. As emissões envolveram empresas de tecnologia, mídia Out of Home, administração de hotéis, cosméticos e logística.
Com R$ 161 milhões captados em cinco operações, a média foi de aproximadamente R$ 32,2 milhões por emissão. O valor médio, porém, não representa necessariamente o tamanho de cada operação, já que os montantes individuais podem variar.
Para as empresas, o modelo amplia a possibilidade de acessar o mercado de capitais como fonte de financiamento. Para os investidores, aumenta o número de companhias que podem chegar ao mercado. As condições de cada emissão, assim como os riscos envolvidos, continuam dependendo da situação financeira da empresa e das características dos títulos oferecidos.











