O dólar fechou esta “superquarta” (16) em queda de 0,07%, a R$ 5,15, mesmo com o fortalecimento da moeda norte-americana no exterior após o Federal Reserve (Fed) elevar a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para o intervalo entre 3,75% e 4% ao ano.
Operadores destacaram que o real apresentou desempenho positivo em relação a outras moedas emergentes, em meio à percepção de aumento das chances de vitória de Flávio Bolsonaro nas eleições presidenciais de 2026, segundo “trackings eleitorais” citados pela Broadcast.
Além disso, a manutenção do petróleo acima de US$ 100 por barril, mesmo com a queda das cotações no dia, contribuiu para um ambiente mais favorável ao real por melhorar os termos de troca do Brasil. Dados divulgados pelo Banco Central (BC) também indicaram melhora do fluxo cambial na segunda semana de setembro, reduzindo pressões sobre a moeda brasileira.
Dólar acompanha decisão do Fed
A decisão do Federal Reserve foi o principal evento internacional da sessão. O banco central norte-americano voltou a elevar os juros após cinco reuniões consecutivas de manutenção, em uma decisão unânime do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC).
O comunicado destacou que a economia americana segue crescendo em ritmo sólido, enquanto a inflação permanece acima da meta de 2%. As projeções dos dirigentes do Fed indicaram expectativa de crescimento maior e inflação ainda acima do objetivo no fim de 2026.
Em entrevista coletiva, o presidente do Fed, Kevin Warsh, adotou tom mais cauteloso, reforçando a avaliação de que a economia americana segue resistente e permitindo maior foco no combate à inflação.
No mercado externo, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar contra uma cesta de seis moedas fortes, subia 0,65% por volta das 17h, aos 100,265 pontos. O movimento indicava valorização da moeda americana globalmente, enquanto o real teve comportamento diferente na sessão.
A taxa dos títulos do Tesouro americano de dois anos avançou mais de 15 pontos-base, para 4,73%.
Mercado espera nova decisão do Copom
No Brasil, a atenção dos investidores também ficou voltada para a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada após o fechamento do mercado. A expectativa é de redução da taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano.











