A Paramount chegou a um acordo com a Califórnia e outros 11 estados dos Estados Unidos que haviam recorrido à Justiça para tentar impedir a aquisição da Warner Bros. Discovery. O acordo reduz um dos principais obstáculos judiciais à operação, avaliada em US$ 110 bilhões.
Segundo informações do g1, entre as medidas previstas está a criação de conselhos editoriais independentes para a CNN e a CBS, com o objetivo de estabelecer mecanismos de proteção à independência das operações jornalísticas após a conclusão da fusão.
O acordo também prevê uma multa de US$ 30 milhões por filme caso a Paramount não cumpra o compromisso de lançar 30 filmes por ano e uma outra multa de US$ 7 milhões por dia aos acionistas da Warner Bros. Discovery para cada dia de atraso para conclusão da aquisição a partir de outubro.
Autoridades de defesa da concorrência de outras jurisdições, incluindo União Europeia e Reino Unido, já aprovaram a operação.
Estados contestaram fusão
A operação já havia recebido aprovação dos órgãos reguladores do governo dos EUA. Em julho, porém, uma coalizão formada por 12 procuradores-gerais estaduais, liderada pelo procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, entrou com uma ação para bloquear a aquisição.
Os estados argumentaram que a fusão poderia reduzir a concorrência no mercado de entretenimento e aumentar o poder da empresa resultante para definir preços nos segmentos de cinema e televisão. Com esse novo acordo, a Paramount busca retirar esse processo de um dos caminhos que poderiam atrasar a conclusão da operação.
Antes do entendimento, as partes também discutiram outras possíveis medidas, incluindo investimentos de US$ 1,5 bilhão em produção na Califórnia e um compromisso de manutenção dos estúdios.
Sindicato dos roteiristas também fechou acordo
A Paramount também chegou a um acordo com o sindicato dos roteiristas dos EUA (WGA). O entendimento prevê a criação de um fundo de assistência médica de US$ 17,5 milhões (R$ 89,25 milhões), além de medidas de proteção para trabalhadores da CBS e da CNN.











