O dólar fechou esta quarta-feira (23) em alta de 1,28%, a R$ 5,17, em meio à valorização da moeda americana no exterior, à alta do petróleo e à divulgação de dados que apontaram maior atividade na economia dos Estados Unidos.
A pesquisa preliminar da S&P Global mostrou que o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês), que reúne os setores de serviços e indústria, subiu em setembro acima das expectativas e atingiu o maior nível em 62 meses.
Os dados reforçaram a percepção de que a economia americana continua apresentando atividade elevada, o que pode reduzir a necessidade de cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed).
O petróleo também pressionou os mercados durante a sessão. O contrato do Brent para novembro fechou em alta de 2,84%, a US$ 98,12 por barril, e chegou a subir mais de 4% no pregão eletrônico, superando novamente a marca de US$ 100.
A alta ocorreu após a frustração nas negociações entre EUA e Irã. Também circularam informações de que o governo americano estaria elaborando um plano para proibir as exportações de diesel dos EUA por 90 dias. A informação foi posteriormente refutada pela Casa Branca.
No mês, porém, o dólar ainda acumula queda de 0,23%, após alta de 2,16% em agosto. No ano, a baixa chega a 5,84%.
Treasuries sobem e pressionam moedas emergentes
No mercado internacional, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar contra uma cesta de seis moedas fortes, superou os 101 mil pontos e operava na casa dos 101,100 pontos por volta das 17h, em alta de 0,5%. O indicador chegou à máxima de 101,231 pontos durante a sessão, nos maiores níveis desde o fim de julho.
Os rendimentos dos Treasuries também subiram. A taxa do título do Tesouro americano de dez anos atingiu o maior nível desde julho de 2007, enquanto o rendimento do título de 30 anos chegou ao pico em 22 anos.
Segundo dados do CME Group mencionados na apuração, as chances de uma alta de 0,50 ponto percentual da taxa básica de juros americana até o fim do ano se tornaram majoritárias.
Cenário eleitoral limita pressão do dólar
Apesar da alta do dólar, o real apresentou perdas menores do que outras moedas latino-americanas durante a sessão. Analistas avaliam que a melhora dos termos de troca, com a valorização do petróleo, ajuda a reduzir parte das pressões sobre a moeda brasileira. O real também vinha encontrando suporte nas últimas semanas com o acirramento da corrida presidencial.
A pesquisa Atlas/Bloomberg, divulgada pela manhã, confirmou um cenário de empate técnico entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno.










