O dólar fechou esta quinta-feira (1) em alta de 0,88%, a R$ 5,22, acompanhando a valorização da moeda norte-americana em meio à alta do petróleo e ao aumento das preocupações com a inflação. O real teve perdas menores que as de outras moedas de países emergentes.
Segundo analistas ouvidos pela Broadcast, o cenário eleitoral também esteve no radar, mas as perdas do real foram limitadas pela percepção de que um bom desempenho da oposição no primeiro turno pode reduzir os prêmios de risco associados ao quadro fiscal.
A avaliação é de que uma vitória da oposição poderia reduzir o prêmio de risco associado às contas públicas. No radar dos investidores também estão a nova pesquisa Datafolha e o debate presidencial da TV Globo.
No exterior, o petróleo acelerou a alta ao longo da tarde após informações sobre a possibilidade de novas ações militares dos Estados Unidos contra o Irã. O contrato do Brent para dezembro fechou em alta de 4,37%, a US$ 102,31 por barril.
As cotações também foram influenciadas por informações de que os EUA estariam pressionando a União Europeia a liberar estoques de diesel. A possibilidade de restrições americanas às exportações do derivado também permaneceu no radar dos investidores.
Dólar acompanha Treasuries
O índice DXY, que mede o desempenho do dólar em relação a uma cesta de seis moedas fortes, subia 0,58% por volta das 17h, aos 102,040 pontos, após atingir a máxima de 102,207 pontos.
O Dollar Index acumula alta de cerca de 1% na semana e opera nos maiores níveis desde março de 2025. No ano, a alta chega a 3,80%.
Os rendimentos dos Treasuries também avançaram. A taxa do título do Tesouro americano de dez anos chegou a atingir o maior nível em 24 anos.
O movimento ocorreu mesmo após a divulgação de um índice de preços de gastos com consumo (PCE) abaixo das expectativas. A leitura reduziu parte das apostas de uma nova alta dos juros americanos em outubro, mas os riscos de inflação associados ao petróleo voltaram a pressionar as expectativas.










