O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta quinta-feira (1) em alta de 0,46%, aos 187.197,46 pontos, apoiado pelo avanço das ações da Petrobras e pela valorização do petróleo, enquanto investidores mantiveram a cautela às vésperas das eleições.
O petróleo voltou a ocupar o centro das atenções no mercado. O Brent, referência internacional, avançou 4,37%, a US$ 102,31 por barril. A valorização da commodity favoreceu as ações da estatal e ajudou a sustentar o índice.
A proximidade do primeiro turno das eleições presidenciais também permaneceu entre os principais fatores acompanhados pelo mercado. Parte dos participantes do mercado, segundo o Broadcast, associa uma eventual vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL) à expectativa de maior compromisso com uma agenda de ajuste fiscal.
Um relatório do BTG Pactual divulgado hoje também apontou a cautela como elemento da estratégia de alocação recomendada pelo banco, diante da combinação entre ambiente internacional, eleições e incertezas sobre a trajetória fiscal brasileira.
O movimento ocorre depois de setembro, mês em que houve retomada parcial do ingresso de recursos estrangeiros na Bolsa. Dados da B3 mostraram entrada de R$ 9,6 bilhões até 28 de setembro, após saída de R$ 18,1 bilhões em agosto.
Destaques do Ibovespa
As ações da Petrobras subiram 1,80% (ON) e 1,32% (PN), acompanhando a alta do petróleo no mercado internacional. A Vale também terminou no campo positivo, com alta de 0,56%. O pregão ocorreu sem a referência do minério de ferro negociado em Dalian devido ao feriado na China.
No setor financeiro, o desempenho foi majoritariamente negativo. O Santander caiu 2,96%. O BTG Pactual recuou 0,62%, o Itaú perdeu 0,25% e o Banco do Brasil (BBAS3) caiu 0,22%. A exceção foi o Bradesco, que avançou 0,32%.
Entre as maiores altas do dia ficaram Azzas (+7,02%), Vamos (+4,65%) e Hapvida (+4,5%). Já entre as quedas, estiveram Santander (-2,96%), Smart Fit (-2,16%) e Suzano (-2,13%).
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