O dólar fechou esta segunda-feira (5) em queda de 4,12%, a R$ 5, a maior desvalorização frente ao real em oito anos — desde 2018. Pela manhã, a moeda norte-americana chegou a R$ 4,95, em reação ao resultado do primeiro turno das eleições presidenciais.
O movimento ocorreu após Flávio Bolsonaro (PL) terminar o primeiro turno na liderança, com cerca de 2,2 milhões de votos a mais que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O resultado também foi acompanhado por avanço de candidatos de direita no Congresso, especialmente no Senado.
Em fala ao Broadcast, Cristiano Oliveira, diretor de Pesquisa Econômica do banco Pine, disse que o mercado passou a antecipar uma possível adoção de uma política econômica mais liberal caso Flávio Bolsonaro confirme o favoritismo no segundo turno.
“Há espaço para uma nova rodada de valorização do real caso Flávio Bolsonaro mantenha o favoritismo e apresente nomes para a equipe econômica associados a uma agenda de reformas estruturais”, completou.
O real apresentou o melhor desempenho entre as principais moedas líquidas, enquanto outras divisas latino-americanas também avançaram. O peso colombiano e o peso chileno subiram quase 2% no dia.
Dólar no exterior limita parte da queda
No exterior, o movimento foi diferente do observado no Brasil. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar contra uma cesta de seis moedas fortes, subia 0,21% por volta das 17h, aos 102,146 pontos, após atingir máxima de 102,535 pontos.
O euro atingiu o menor nível em 16 meses diante de preocupações relacionadas à política fiscal da França. Já os rendimentos dos Treasuries de longo prazo voltaram a subir, embora de forma moderada.










