Laboratórios de ponta ao lado de antigas fazendas de café e ruas que misturam história e inovação. Essa é Campinas, a Princesa do Oeste, no interior de São Paulo, a cerca de 100 km da capital. A cidade que enriqueceu com o café no século 19 virou um dos maiores centros de ciência e tecnologia do país, num contraste raro entre o passado rural e o futuro.
A cidade que começou numa sesmaria de tropeiros
A origem da cidade está numa rota antiga. Campinas nasceu da Freguesia de Nossa Senhora da Conceição das Campinas do Mato Grosso, fundada em 1774 por Francisco Barreto Leme, segundo o Museu Virtual de Campinas.
O lugar era ponto de passagem. As terras forneciam milho, feijão e cana aos tropeiros que seguiam pela Estrada dos Goiases rumo às minas de ouro de Goiás e Mato Grosso. No fim do século 18, a região migrou para a cana e, depois, para o café, o que mudaria a história de toda a província.

O ouro verde que ergueu a Princesa do Oeste
Foi o café que fez a fortuna da cidade. Em meados do século 19, as fazendas de Campinas se tornaram grandes produtoras do chamado ouro verde, que transformou a região numa das mais ricas de São Paulo.
A riqueza trouxe progresso e dor. O dinheiro do café financiou teatros, casarões e uma das primeiras ferrovias do interior, ao mesmo tempo em que a produção se erguia sobre o trabalho de milhares de escravizados. Esse passado ferroviário ainda pode ser revivido no passeio de Maria Fumaça, que liga Campinas a Jaguariúna por antigas fazendas.

Um dos maiores aceleradores de partículas do mundo
O presente da cidade é de ciência de ponta. Em Campinas fica o Sirius, uma das fontes de luz síncrotron mais avançadas do planeta, operado pelo Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM).
O equipamento é gigantesco. Com um anel de 518 metros, o Sirius funciona como um microscópio gigante que revela a estrutura da matéria em escala atômica, segundo o CNPEM. A tecnologia ajuda a criar medicamentos e novos materiais, e foi usada nas pesquisas contra a Covid-19.
O que fazer em Campinas?
A cidade combina parques, cultura e história em poucos quilômetros. Entre os principais pontos, destacam-se:
- Parque Portugal: a Lagoa do Taquaral, com réplica da caravela de Cabral, pedalinhos, bonde e planetário.
- Bosque dos Jequitibás: parque urbano de 1880, com zoológico, aquário e museu de história natural.
- Maria Fumaça Campinas-Jaguariúna: trem a vapor histórico que cruza antigas fazendas de café.
- Estação Cultura: antiga estação ferroviária que virou centro cultural no coração da cidade.
- Catedral Metropolitana e Mercado Municipal: marcos históricos do centro, com a tradição gastronômica local.
Quem deseja planejar a viagem perfeita para conhecer a surpreendente cidade de Campinas e os melhores passeios de toda a região, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal Num Pulo, que conta com mais de 251 mil visualizações.
No conteúdo, o canal Num Pulo mostra um roteiro completo explorando o Jardim Botânico Plantarum, o charmoso Armazém das Oficinas em Sousas, o Museu Aberto de Astronomia e o observatório no Pico das Cabras, além de experiências gastronômicas, o tradicional passeio de Maria Fumaça, o Parque Portugal (Taquaral) e a histórica Fazenda Tozan, trazendo dicas imperdíveis do que fazer em Campinas e região, São Paulo.
Quando ir e como chegar?
O outono e o inverno, mais secos, são bons para os parques e o circuito cultural, com clima ameno graças aos cerca de 680 metros de altitude. O verde da cidade fica mais intenso na primavera e no verão, quando as chuvas da tarde são frequentes.
O acesso a partir de São Paulo é feito em cerca de uma hora pela Rodovia dos Bandeirantes ou pela Anhanguera. A cidade também tem o Aeroporto de Viracopos, um dos maiores do país, a poucos quilômetros do centro.
Conheça a cidade que une café e ciência
Campinas reúne a herança das fazendas de café, parques arborizados e um dos maiores centros científicos do país no interior paulista. Poucas cidades equilibram tão bem o charme do passado e a tecnologia do futuro.
Vale conhecer Campinas, andar de Maria Fumaça pelas antigas rotas do café e descobrir a cidade onde a ciência enxerga os átomos.











