O dólar à vista fechou esta segunda-feira (17) em queda de 0,36%, a R$ 5,20, encerrando uma sequência de cinco sessões de alta. O movimento ocorreu em meio a um ambiente externo favorável a moedas de países emergentes.
Durante a manhã, a moeda norte-americana chegou a cair até R$ 5,18, mas reduziu a baixa ao longo da tarde, acompanhando a alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, os Treasuries, em meio à valorização do petróleo. O Brent para outubro subiu 2,65%, superando US$ 90 por barril, diante do aumento das tensões no Oriente Médio.
Também influenciou as expectativas para o câmbio a divulgação do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br). O indicador recuou 0,64% em junho ante maio, considerando os dados com ajuste sazonal. O resultado ficou abaixo da mediana de 0,50% projetada na pesquisa Projeções Broadcast.
Com o resultado da sessão, o dólar acumula alta de 2,58% em agosto. No ano, a queda é de 5,24%.
Eleições entram no radar do câmbio
Especialistas também observam o cenário eleitoral. O mercado enxerga que uma eventual reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderia manter preocupações relacionadas à trajetória fiscal. Já uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro (PL) poderia abrir espaço para um ajuste fiscal e para uma política monetária mais expansionista, com juros menores e possível pressão sobre o real.
Banco Central atua no mercado de câmbio
O Banco Central (BC) também atuou no mercado de câmbio nesta segunda-feira. A autoridade monetária vendeu 50 mil contratos de swap cambial, equivalentes a US$ 2,5 bilhões, em operação de rolagem.
Além disso, o BC vendeu US$ 1 bilhão em uma operação de linha, com compromisso de recompra, para a rolagem de um vencimento previsto para 2 de setembro.
Dólar no exterior e expectativa para o Fed
No mercado internacional, o índice DXY, que acompanha o comportamento do dólar em relação a uma cesta de seis moedas fortes, operava próximo de 99,500 pontos por volta das 17h. O indicador recuava 0,08%, após atingir mínima de 99,294 pontos durante a manhã.
O DXY acumula queda de cerca de 0,20% em agosto, mas ainda registra alta superior a 1,30% em 2026.
O mercado também aguarda a ata da reunião de política monetária realizada no fim de julho, que será divulgada nesta quarta-feira (19). O documento deve trazer mais detalhes sobre a divisão entre os dirigentes do banco central norte-americano em relação à trajetória dos juros. Em julho, três dirigentes votaram a favor de uma alta da taxa básica.











