A privatização da Copasa (CSMG3) foi adiada nesta quarta-feira (27) após a companhia anunciar mudanças na estrutura da oferta pública de ações (OPA), que resultarão em novo lançamento de prospecto e lâmina de operação.
O mercado aguardava nesta manhã o anúncio do grupo vencedor da disputa pela fatia de 30% da estatal mineira de saneamento. A concorrência, formalizada na última segunda-feira (25), envolvia a Aegea e a Equatorial (EQTL3).
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Segundo o Valor Econômico, a decisão foi motivada por nenhuma das propostas recebidas ter alcançado o preço mínimo esperado pelo governo. O preço mínimo para a venda das ações havia sido estabelecido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG)
Com a revisão da oferta, a operação retorna a uma fase anterior da privatização, antes mesmo da definição do sócio estratégico da companhia. De acordo com o Valor, o novo cronograma será divulgado entre hoje e amanhã.
Em fato relevante, a Copasa informou que “o Comitê de Coordenação e Governança de Estatais deverá se manifestar em relação às referidas alterações que, uma vez aprovadas, serão refletidas nos documentos da Oferta que serão oportunamente reapresentados, indicando inclusive o novo cronograma da Oferta, sempre observada a regulamentação aplicável”. A empresa não detalhou os motivos que levaram à reformulação da oferta.
A estatal afirmou apenas que as medidas foram adotadas após “instruções do Acionista Vendedor à Companhia”, formalizadas em ofício encaminhado nesta quarta-feira. O acionista vendedor é o governo de Minas Gerais, controlador da empresa.
A indefinição sobre o processo de privatização pressionou os papéis da companhia na Bolsa. As ações CSMG3 lideravam as perdas do Ibovespa na manhã desta quarta-feira. Por volta das 12h25, os papéis recuavam 6,20%, cotados a R$ 49,96.
Novo prospecto coloca oferta da Copasa na estaca zero
Em um segundo comunicado ao mercado, a Copasa informou que “fatores supervenientes verificados no âmbito da Oferta” exigiram mudanças em determinadas condições da operação.
Com isso, haverá reapresentação do prospecto e da lâmina da oferta pública de ações — documento resumido com as principais informações da operação para investidores.
Na prática, a decisão faz o processo voltar ao estágio anterior à apresentação das propostas pelos grupos interessados em assumir a posição de investidor de referência.
Pelas regras originais da oferta, o nome do vencedor da disputa seria divulgado nesta quarta-feira.
Equatorial e Aegea disputavam fatia da estatal
A Equatorial Energia e um consórcio formado pelos sócios da Aegea apresentaram propostas pela participação na companhia. A expectativa do mercado era que o grupo com a maior oferta financeira fosse anunciado ainda na manhã desta quarta-feira.
O prospecto anterior também previa uma rodada adicional em caso de empate entre as propostas.
Além da escolha do investidor de referência, o governo de Minas tinha previsão de confirmar à B3 que as propostas superaram o valor mínimo exigido para a venda da participação estatal.
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Governo de Minas pretendia manter apenas 5% na fatia da Copasa
O plano original da privatização previa a venda de 30% da Copasa para um investidor de referência e a distribuição de outros 15% ao mercado.
Com isso, o governo de Minas Gerais reduziria sua participação para 5% da companhia. Atualmente, o Estado controla 50% do capital da empresa de saneamento.











