As ações do GPA (PCAR3) registram a terceira maior alta da Bolsa nesta quarta-feira (7) — +10,68%, a R$ 3,78 —, após a Justiça de São Paulo homologar o plano de recuperação extrajudicial da companhia, em mais um passo para reestruturar a dívida de R$ 4,56 bilhões.
Segundo fato relevante divulgado pela companhia nesta quarta-feira (7), a medida reorganiza o passivo financeiro do grupo, com previsão de novas debêntures, captação de R$ 200 milhões e conversão de R$ 1,1 bilhão em dívida em equity, alterando o perfil dos compromissos que serão pagos nos próximos anos.
Com a homologação, os créditos abrangidos pelo plano passam a obedecer às novas condições de pagamento. A decisão foi tomada pela 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central da Comarca de São Paulo, no processo nº 4036772-74.2026.8.26.0100. O plano foi apresentado pelo GPA em 5 de maio deste ano.
A proposta recebeu a adesão de credores titulares de 57,49% dos créditos sujeitos à recuperação, percentual superior à maioria exigida pelo artigo 163 da Lei nº 11.101/2005.
O que entra na recuperação extrajudicial do GPA
O plano alcança os chamados créditos quirografários, que são aqueles sem uma garantia específica, desde que não estejam relacionados às operações correntes de fornecimento de produtos e mercadorias, prestação de serviços ou aluguéis. O montante total desses créditos é de R$ 4,568 bilhões.
A reestruturação estabelece três alternativas de pagamento, que foram escolhidas pelos respectivos credores. A nova composição do passivo inclui uma parcela de dívida financeira e outra vinculada à conversão de créditos em equity.
Nova dívida terá prazo médio de 2 anos:

GPA prevê captação de R$ 200 milhões
Além da reestruturação dos créditos existentes, o plano prevê a contratação de R$ 200 milhões em novos recursos.
O GPA informou que dará continuidade aos atos necessários para a implementação da recuperação extrajudicial, incluindo a assinatura dos instrumentos relacionados à nova captação e aos créditos abrangidos pelo plano.
Segundo a companhia, a reorganização do passivo quirografário não corrente faz parte do redimensionamento de sua estrutura de capital e deverá ter impacto positivo sobre o serviço da dívida e a liquidez de curto prazo.
Operações seguem normalmente
O GPA informou que suas operações seguem normalmente e afirmou estar em dia com as obrigações perante fornecedores, clientes e demais parceiros. Esses compromissos não fazem parte da recuperação extrajudicial.
A companhia também informou que o plano e os documentos relacionados estão disponíveis em seu site de relações com investidores e no sistema Empresas.NET da CVM, conforme as regras aplicáveis.
O GPA afirmou ainda que continuará comunicando aos acionistas e ao mercado eventuais desdobramentos relevantes relacionados à implementação do plano, em cumprimento às exigências regulatórias.










