O radônio dentro de casa pode chegar do terreno por fissuras, juntas construtivas, passagens de tubulações e espaços sob o piso. Isso não significa que todas as residências apresentem concentrações perigosas. Como o gás não possui cor nem odor, a condição de cada imóvel somente pode ser conhecida por meio de medição adequada.
O que é o radônio e de onde ele vem?
O radônio é um gás radioativo formado naturalmente durante a transformação de elementos presentes em determinados solos e rochas. Depois de liberado no terreno, ele pode migrar pelos poros do solo e alcançar o ar externo ou espaços construídos sobre essa área.
Ao ar livre, o gás tende a se dispersar. Dentro de uma construção, porém, pode se acumular quando encontra caminhos de entrada e pouca renovação de ar. A concentração depende da geologia local, da fundação, das características do piso, da ventilação e das diferenças de pressão.

Por que o gás entra pelas fissuras e tubulações?
Diferenças de pressão entre o terreno e o interior influenciam o movimento do ar. Em determinadas condições, a casa pode atrair gases do solo por aberturas da fundação. Fissuras visíveis são relevantes, mas juntas discretas e passagens mal seladas também podem contribuir.
Os pavimentos inferiores costumam merecer atenção porque permanecem mais próximos do terreno. Isso inclui porões, ambientes semienterrados e cômodos térreos sobre lajes apoiadas no solo. Entretanto, a distribuição interna também depende da circulação de ar entre os espaços.
Como saber se a casa apresenta concentração elevada?
Sintomas, cheiro e aparência do ambiente não identificam radônio. A medição utiliza detectores posicionados durante um período definido e sob condições compatíveis com o método escolhido. Existem avaliações de curta duração e medições mais longas, capazes de representar melhor as variações sazonais.
O equipamento deve ficar em local de permanência habitual, geralmente no pavimento mais baixo utilizado pelos moradores. Cozinhas, banheiros, áreas muito úmidas, janelas e fontes de calor podem interferir em determinados métodos, razão pela qual as instruções do laboratório ou fornecedor devem ser respeitadas.
- Escolha do ponto: priorizar o nível mais baixo usado regularmente.
- Posicionamento: manter o detector afastado do piso, de janelas e de correntes diretas.
- Período: respeitar a duração indicada para o tipo de ensaio.
- Rotina: não alterar artificialmente a ventilação durante a avaliação.
- Registro: anotar reformas, chuvas intensas e condições incomuns.
- Confirmação: repetir ou prolongar a medição quando o protocolo recomendar.
- Interpretação: comparar o resultado com a referência adotada pela autoridade competente.

A ventilação é suficiente para resolver o problema?
Aumentar a renovação de ar pode diminuir a concentração interna, principalmente quando o acúmulo está associado a espaços fechados. Abrir janelas, melhorar a ventilação cruzada ou instalar sistemas mecânicos são possibilidades, mas o resultado precisa ser verificado por nova medição.
A ventilação isolada nem sempre oferece controle estável. Clima, hábitos dos moradores e funcionamento de exaustores modificam as pressões internas. Em situações confirmadas, o projeto pode precisar atuar diretamente sob a laje ou na região em contato com o solo.
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Quais soluções construtivas podem reduzir o radônio?
A vedação de fissuras, juntas e folgas ao redor de tubulações reduz caminhos de entrada, mas raramente deve ser tratada como única medida em concentrações elevadas. Movimentações futuras podem reabrir pontos, e passagens invisíveis podem permanecer sob o acabamento.
A Organização Mundial da Saúde cita ventilação e selagem de pisos e paredes entre as estratégias disponíveis. A EPA inclui camada permeável sob a laje, barreira, tubo de ventilação e vedação de aberturas em práticas construtivas resistentes ao radônio.
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Quando procurar uma avaliação especializada?
A avaliação profissional é indicada quando a medição aponta concentração acima da referência adotada, quando o imóvel possui porão ocupado ou quando reformas alteram fundações e pisos em contato com o terreno. O responsável deve conhecer medição, ventilação, vedação e sistemas de despressurização.
Depois da intervenção, a concentração precisa ser medida novamente. Esse controle evita tanto o alarmismo quanto a falsa segurança. O tipo de rocha ou uma fissura visível pode justificar investigação, mas não permite concluir sozinho que a casa apresenta nível elevado.











