O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores, retomou o patamar dos 136 mil pontos (136.527,61) nesta quinta-feira (7), encerrando o pregão em alta de 1,48%.
O desempenho do índice foi impulsionado pela queda na curva de juros futuros, com a valorização do real e menor prêmio de risco, após a confirmação das tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, e também após o governo sinalizar que não vai retaliar essas alíquotas.
A queda do dólar e a performance das blue chips também sustentaram a recuperação do Ibovespa. As ações da Petrobras subiram 0,71% (PETR3) e 0,56% (PETR4); a Vale avançou 0,63%, enquanto o Itaú (PN) se destacou no setor financeiro, encerrando a sessão em alta de 1,77%.
No setor corporativo, as ações da Eletrobras lideraram as maiores altas durante o dia após o anúncio sobre dividendos bilionários, em alta de 9,47% e 9,60%.
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No mercado internacional, repercute o ultimato de Trump para Putin encerrar o conflito na Ucrânia, apesar de o presidente dos EUA ter minimizado o prazo.
O mercado também acompanha a dança das cadeiras no Federal Reserve (Fed) após Trump confirmar a escolha do chefe do conselho de assessores econômicos da Casa Branca, Stephen Miran, para um mandato-tampão no Fed até janeiro.
Segundo a Bloomberg, Christopher Waller, atual governador do Fed, também seria um forte candidato para substituir Jerome Powell como presidente do Banco Central americano; tudo isso em meio ao aumento das apostas para o início do ciclo de corte de juros a partir de setembro, ampliando a queda global do dólar.
No Brasil, o mercado repercute os resultados da Petrobras divulgados na noite desta quinta-feira (7) e o anúncio de dividendos bilionários aos acionistas. A estatal promove hoje uma teleconferência aos investidores para comentar o balanço.
Na seara das tarifas comerciais, o vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que as medidas já foram apresentadas ao presidente Lula e devem ser anunciadas nos próximos dias, no mais tardar, até a próxima terça-feira, para mitigar os efeitos negativos do tarifaço.
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Manchetes desta manhã
- Governo calcula impacto do tarifaço por empresa para calibrar medidas (Valor)
- Acordo por fim do motim une Centrão e bolsonaristas na blindagem de parlamentares (O Globo)
- Novo modelo de financiamento imobiliário vai ampliar crédito com nova regra para uso da poupança (Estadão)
- Governo de Israel aprova ocupação da Cidade de Gaza (Folha)
- Petrobras reverte prejuízo e tem lucro de R$ 26 bi (Valor)
Mercado global
As Bolsas da Europa operam com desempenho misto em meio a uma semana positiva para os resultados corporativos, enquanto investidores monitoram a imposição de tarifas pelos EUA.
No cenário da geopolítica, Moscou confirmou que o presidente Vladimir Putin deve se reunir com Trump dentro de alguns dias, aumentando as esperanças de um cessar-fogo na guerra na Ucrânia.
Na Ásia, o índice Nikkei 225 renovou sua máxima histórica após possibilidade de isenção tarifária nos produtos japoneses e fechou em alta de 0,65%, puxado pela alta forte do Softbank.
As demais praças encerraram a semana no vermelho. Em Hong Kong, o índice Hang Seng perdeu 0,89% com queda forte de ações de eletrônicos e do setor imobiliário. Na Coreia do Sul, o índice Kospi fechou em queda de 0,55%.
Em Nova York, os índices futuros sobem com investidores de olho nas ações do presidente Donald Trump em relação ao Fed após nomear Stephen Miran para o Conselho de Governadores e supostamente cotar Christopher Waller para substituir Jerome Powell.
Confira os principais índices do mercado:
•S&P 500 Futuro +0,3%
•FTSE 100 +0,1%
•CAC 40 +0,3%
• Nikkei 225 +1,9%
• Hang Seng -0,9%
• Shanghai SE Comp. -0,1%
• MSCI World +0,1%
• MSCI EM -0,6%
• Bitcoin -0,6% a US$ 116552,31
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Commodities
- Petróleo: sobe, mas deve registrar as maiores perdas semanais desde junho, devido à perspectiva econômica afetada pelas tarifas e uma possível reunião entre Trump e Putin. O Brent está a caminho de cair 4,3% na semana, enquanto o WTI deve terminar 4,9% abaixo do fechamento da sexta-feira passada.
Hoje o Brent/out sobe 0,89%, cotado a US% 67,02 e o WTI set sobe 0,80%, a US$ 64,39 - Minério de ferro: fechou em leve alta de 0,06% em Dalian, na China, cotado a US$ 107,67/ton. Em Singapura, os contratos futuros sobem 0,05%, cotados a US$ 102,05/ton e o mercado à vista valoriza 0,15%, cotado a US$ 101,75/ton.
Cenário internacional
Nos EUA, o secretário de Comércio americano, Howard Lutnick, afirmou nesta quinta-feira que os Estados Unidos não descartaram a prorrogação do prazo de 12 agosto para um acordo tarifário com a China.
Ainda no cenário das tarifas, o governo do Japão anunciou que os Estados Unidos concordaram em encerrar o chamado acúmulo de tarifas universais e reduzir os impostos sobre automóveis.
Com a agenda econômica mais fraca nessa sexta-feira, o mercado acompanha o discurso do presidente do Fed de St.Louis, Alberto Musalem.
Cenário nacional
No Brasil, o Senado aprovou ontem o projeto que isenta o Imposto de Renda para até dois salários mínimos, enquanto o governo continua buscando medidas para mitigar os impactos das tarifas comerciais impostas por Trump e deve anunciar ainda nesta sexta-feira um pacote de resposta ao tarifaço.
Na agenda política, o diretor de Política Econômica, Diogo Abry Guillen participa, às 9h, do Fórum JOTA 2025 para discutir a conjuntura econômica.
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Destaques no mercado corporativo
- B3: teve um lucro de R$ 1,3 bilhão, alta de 4,2%, na comparação anual.
- Petrobras: anunciou a distribuição de R$ 8,7 bilhões em dividendos aos acionistas referentes ao resultado do segundo trimestre.
- Embraer: o conselho da companhia aprovou o pagamento de R$ 66,9 milhões em juros sobre capital próprio.
- Magazine Luiza: reverteu lucro e reportou um prejuízo de R$ 24 milhões.
- Braskem: recorre à venda de ativos com aumento da alavancagem no segundo trimestre.











