O mercado de capitais brasileiro registrou em novembro o maior volume mensal de ofertas de 2025, ao movimentar R$ 98,6 bilhões. O valor mais que dobrou na comparação anual, com alta de 111,1%, de acordo com dados divulgados pela Anbima nesta quinta-feira (18).
O desempenho de novembro impulsionou o volume total de ofertas realizadas entre janeiro e novembro para R$ 717,2 bilhões. O montante representa um crescimento de 4,5% em relação ao mesmo período de 2024 e marca um novo recorde para o intervalo na série histórica iniciada em 2012.
Segundo Guilherme Maranhão, presidente do Fórum de Estruturação de Mercado de Capitais da Anbima, o avanço foi sustentado por diferentes instrumentos financeiros.
“O resultado foi puxado pelo desempenho de diversos tipos de produtos, com títulos de dívida, renda variável, instrumentos de securitização e híbridos mostrando como o mercado de capitais está conseguindo atender as necessidades de capital como um todo das empresas em várias frentes”, afirma.
- 🔥 Seu dinheiro pode render mais! Receba um plano de investimentos gratuito, criado sob medida para você. [Acesse agora!]
Debêntures são destaque no mercado de capitais
As emissões de debêntures somaram R$ 433 bilhões entre janeiro e novembro, o maior valor já registrado para esse intervalo e que corresponde a um crescimento de 6,8% em relação ao mesmo período de 2024.
Do total captado, 34,6% dos recursos foram destinados a investimentos em infraestrutura. O pagamento de dívidas respondeu por 27,9%, enquanto a gestão ordinária concentrou 16,8% do volume emitido. O prazo médio das debêntures foi de 8,2 anos.
As notas comerciais, criadas com o objetivo de facilitar o acesso ao mercado de capitais por meio de ofertas menos burocráticas, também atingiram patamar inédito. As emissões totalizaram R$ 44,2 bilhões nos onze primeiros meses do ano, com expansão de 13,4% na comparação anual.
FIDCs lideram instrumentos de securitização
Entre os instrumentos de securitização, os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) se destacaram ao longo do ano.
As companhias levantaram R$ 77,6 bilhões de janeiro a novembro, volume recorde e 10,2% maior na comparação anual.
- Lucro real, risco controlado e execução profissional — acesse agora e conheça o Copy Invest do Portal das Commodities.
Os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) somaram R$ 40,5 bilhões em 2025, o que representa uma redução de 25,9% na comparação com o ano anterior.
Já os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) totalizaram R$ 39,5 bilhões no acumulado do ano, com crescimento de 7,4% em relação ao mesmo intervalo de 2024.
Fundos Imobiliários têm a maior emissão mensal da história
No segmento de títulos híbridos, os Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) contabilizaram em novembro o maior volume mensal já registrado, com R$ 13,8 bilhões.
Com isso, o total emitido em 2025 chegou a R$ 56,7 bilhões, tornando o ano o maior da série histórica mesmo antes de seu encerramento.
- ⚡ A informação que os grandes investidores usam – no seu WhatsApp! Entre agora e receba análises, notícias e recomendações.
Na renda variável, as operações de follow-on (ofertas subsequentes de ações realizadas por empresas já listadas) movimentaram R$ 10,5 bilhões em novembro. No acumulado de 2025, essas operações somaram R$ 15 bilhões.











