Os mercados globais operam em alta nesta segunda-feira (21), apoiados pela retomada do entusiasmo com a inteligência artificial impulsionado pela expectativa em torno do encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping. O petróleo, por sua vez, recua diante de relatos de que a oferta proveniente do Golfo está acima do esperado, apesar da continuidade do conflito entre Estados Unidos e Irã.
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O apetite por risco ganhou força após Washington e Pequim avaliarem de forma positiva as negociações realizadas durante o fim de semana, que envolveram comércio e inteligência artificial. Trump e Xi têm encontro previsto para quinta-feira (24), em Washington, em uma reunião que deve tratar da extensão da trégua comercial, além de tarifas, terras raras e controles sobre tecnologia.
No Oriente Médio, a possibilidade de uma saída diplomática para a guerra também influencia os ativos. O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, embarca para Nova York para liderar a delegação iraniana no debate geral de alto nível da Assembleia Geral da ONU, que começa nesta terça-feira (22). Segundo a agência iraniana Tasnim, Pezeshkian discursará na Assembleia Geral e apresentará as posições de Teerã sobre os “desenvolvimentos internacionais”, com atenção especial ao conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel. O presidente iraniano também deve conversar com líderes de outros países à margem do encontro.
Em entrevista no domingo, Trump afirmou estar em “modo decisão” e disse que “coisas muito grandes” devem acontecer em breve em relação à guerra entre Estados Unidos e Irã. O presidente americano afirmou estar disposto a se reunir com Pezeshkian durante a Assembleia Geral, mas ameaçou destruir a economia iraniana ou eliminar a liderança do país caso Teerã não chegue a um acordo.
As tensões regionais também aumentaram após um ataque de mísseis e drones realizado no sábado (19) por houthis apoiados pelo Irã contra a Arábia Saudita. No mesmo dia, o Departamento de Estado dos Estados Unidos recomendou que cidadãos americanos reconsiderassem viagens à região, diante da troca de ameaças entre Washington e Teerã sobre uma eventual retomada dos ataques.
O oleoduto Leste-Oeste, utilizado pela Arábia Saudita para transportar petróleo até o porto de Yanbu sem atravessar o estreito de Ormuz, permanece fechado justamente quando as restrições na passagem marítima haviam levado parte das exportações sauditas para essa rota alternativa. O bloqueio amplia os impactos sobre o fluxo de petróleo destinado à Ásia.
A Coreia do Sul está entre os países mais diretamente expostos à interrupção, já que o petróleo saudita representou 34,1% das importações sul-coreanas do produto em julho.
Brasil: Lula em Nova York e pesquisa eleitoral movimentam cenário político
No Brasil, o foco está na agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Nova York, onde participa da Assembleia Geral da ONU. Nesta segunda-feira, Lula se reúne com o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi, na residência oficial, e também tem encontro previsto com o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani.
Na terça-feira, Lula fará o tradicional discurso de abertura da Assembleia Geral. Até o momento, não há reunião bilateral prevista entre o presidente brasileiro e Donald Trump.
No cenário político, pesquisa BTG Pactual/Nexus divulgada nesta segunda-feira mostra Lula com 40% das intenções de voto no primeiro turno, contra 37% de Flávio Bolsonaro no cenário estimulado. Na pesquisa espontânea, Lula também aparece com 40%, enquanto Flávio Bolsonaro registra 34%.
Em uma simulação de segundo turno entre os dois, Lula aparece com 46% e Flávio Bolsonaro com 45%. Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais, os números configuram empate técnico.
Manchetes desta manhã
- Ciclo eleitoral amplia gasto e corrói resultado primário dos Estados (Valor)
- Focus: Economistas reduzem previsão da Selic e esperam mais dois cortes no ano (Folha)
- Governo Lula zera previsão de verba específica para ensino integral e prioriza Pé-de-Meia (Estadão)
- Fundos para empresas em crise já somam R$ 17 bi e superam recursos para negócios em expansão (O Globo)
Mercado global avança com expectativa por encontro entre Xi e Trump em meio à queda do petróleo
Em Nova York, os índices futuros abriram em alta nesta segunda-feira (21), impulsionados pela queda do petróleo e pelo otimismo em torno da cúpula entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, prevista para esta semana em Washington.
As Bolsas da Europa também operam em alta nesta segunda-feira, após a forte queda da sessão anterior. O movimento é sustentado pela continuidade da baixa do petróleo, com o alívio nas preocupações sobre o fornecimento no Oriente Médio, enquanto ações de tecnologia e bancos lideram os ganhos.
Os investidores também aguardam a participação da presidente do BCE, Christine Lagarde, em uma mesa-redonda na Alemanha.
Na Ásia, os mercados tiveram desempenho positivo, com as ações de tecnologia liderando os ganhos, diante dos sinais positivos nas negociações comerciais entre EUA e China antes do encontro entre Donald Trump e Xi Jinping.
O apetite por risco aumentou após Washington e Pequim avaliarem positivamente as conversas do fim de semana, que abordaram comércio e inteligência artificial.
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Confira os principais índices do mercado:
- S&P 500 Futuro: +0,71%
- FTSE 100: +0,97%
- CAC 40: +0,93%
- Nikkei 225: fechado devido a feriados
- Shanghai SE Comp: +0,97%
- Hang Seng: +1,18%
- Ouro (jun): -0,65%, a US$ por 4.396,34 por onça troy
- Índice do dólar (DXY): +0,02%, aos 100,24 pontos
- Bitcoin: +5,91% a US$ 85.240,6
Commodities
- Petróleo: os contratos futuros operam em baixa pela quarta sessão consecutiva, diante do alívio nas preocupações com os fluxos por oleodutos sauditas. Segundo fontes do The Wall Street Journal, a Saudi Aramco poderá retomar parcialmente as operações em poucos dias.
Apesar disso, os riscos de segurança na Arábia Saudita permanecem elevados após novos ataques houthis no fim de semana. A expectativa por negociações diplomáticas na ONU para encerrar a guerra no Oriente Médio também pressiona as cotações.
Há pouco, o Brent/novembro perdia 2,57%, a US$ 101,20, enquanto o o WTI/novembro caía 2,61%, a US$ 93,57. - Minério de ferro: fechou em alta de 0,14% em Dalian, na China, cotado a US$ 106,7/ton.
Cenário internacional: Fed e tensões geopolíticas movimentam os mercados
Nos Estados Unidos, os mercados acompanham a participação de dirigentes do Federal Reserve (Fed) em uma série de eventos e discursos nesta segunda-feira, em busca de sinais sobre os próximos passos da política monetária após a elevação de 0,25 ponto percentual nos juros na semana passada. Em Londres, Austan Goolsbee, do Fed, participa de um evento, enquanto, na Alemanha, às 12h, Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu (BCE), participa de uma mesa-redonda.
Ainda na agenda dos EUA, o Fed divulga o índice de atividade nacional (CFNAI) referente a agosto. Às 15h, a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulga os dados da balança comercial brasileira.
No cenário geopolítico, os Estados Unidos devem assinar ainda nesta semana, durante a Assembleia Geral da ONU, um pacto de segurança com a Dinamarca e a Groenlândia para ampliar a presença militar americana no território autônomo dinamarquês.
O acordo ocorre após meses de ameaças do presidente Donald Trump de anexar a Groenlândia, território que ele considera estratégico para a segurança nacional dos Estados Unidos. No pré-mercado americano, ações de empresas ligadas à Groenlândia registram forte alta.
Brasil: Focus reduz projeção para Selic
No Brasil, o mercado revisou para baixo a projeção para a Selic ao fim deste ano, de 13,75% para 13,5%, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central. A mudança ocorre após o Comitê de Política Monetária (Copom) realizar, na semana passada, o quinto corte consecutivo de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, levando a Selic para 13,75%.
A pesquisa também mostrou uma revisão na expectativa para o crescimento da economia brasileira em 2027, de 1,45% para 1,43%.
A ata da última reunião do Copom, prevista para amanhã, estará no centro das atenções dos investidores em busca de indicações sobre os próximos passos da política monetária. No comunicado divulgado após a decisão, o Comitê reconheceu uma desaceleração mais evidente da atividade econômica e uma melhora do cenário inflacionário.
Também amanhã, o Ministério da Fazenda divulga o Boletim Macrofiscal, que trará novas projeções para atividade econômica e inflação, além dos dados da arrecadação federal de agosto.
Destaques do mercado corporativo
- Petrobras: negou impacto socioambiental direto da exploração na Foz do Amazonas após pedido do MPF para suspensão imediata da licença de perfuração.
- Vibra: fechou contrato de R$ 1,28 bilhão com a Inpasa Agroindustrial para fornecimento de etanol hidratado.
- Sabesp: fará emissão de R$ 59,5 milhões em debêntures, com prazo de 1.778 dias e remuneração de 6,3% ao ano, para financiar projetos elegíveis ao Eco Invest Brasil.
- Aneel: revisou de 8,6% para 9,4% a projeção de alta das contas de energia neste ano.
- TIM: passou a ter a Poste Italiane como controladora indireta após a empresa atingir cerca de 66,63% da Telecom Italia por meio de OPA.
- Totvs: pagará R$ 85 milhões em JCP, equivalentes a R$ 0,15 por ação, com pagamento em 8 de outubro e data ex em 24 de setembro.
Acompanhe as principais notícias do mercado financeiro nesta segunda-feira também no Podcast Café do Mercado, uma produção do Monitor do Mercado, e apresentado por Lucas Rocco, CEO da Wiser | BTG Pactual.
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