Os índices de renda fixa associados a títulos públicos corrigidos pela inflação concentraram os maiores ganhos entre os indicadores da categoria calculados pela B3 no terceiro trimestre. Entre julho e setembro, o Índice B3 Tesouro IPCA Prazo 10 anos (TP10) liderou o ranking, com valorização de 6,70%.
Na sequência, o Índice B3 Tesouro IPCA Prazo 5 anos (TP05) acumulou alta de 5,44%, enquanto o Índice DAP5 B3 (IDAP5) avançou 5%.
Segundo informações da B3, o levantamento considera apenas índices classificados como de renda fixa. Esses indicadores servem para acompanhar o desempenho de carteiras teóricas e também podem ser utilizados como referência para ETFs (Exchange Traded Funds), fundos negociados em bolsa que procuram reproduzir o desempenho de uma determinada carteira de ativos.
“Na prática, ao aplicar em um ETF, o investidor adquire uma cesta diversificada de ativos em uma única aplicação, sem precisar comprar individualmente cada título que compõe o índice. À medida que novos índices ganham relevância e despertam interesse dos investidores, eles podem servir de base para o lançamento de novos produtos, ampliando o acesso a estratégias antes restritas a investidores institucionais”, afirma Hênio Scheidt, gerente de produtos na B3.
TP10 acompanha parcela longa dos juros reais
O TP10 acompanha uma carteira teórica de NTN-Bs, que são títulos públicos cuja remuneração combina a variação do IPCA com uma taxa de juros real. O indicador possui prazo-alvo de dez anos e busca representar o comportamento dos títulos do Tesouro IPCA com vencimentos mais longos.
“O Índice B3 Tesouro IPCA Prazo 10 anos permite acompanhar, em um único indicador, o comportamento de uma carteira de títulos do Tesouro IPCA com prazo-alvo de dez anos. A existência de referências para diferentes prazos ajuda o mercado a comparar estratégias e a estruturar produtos com exposição específica à curva de juros reais”, explica Scheidt.
Índice de renda fixa TP05 concentra referência em cinco anos
O TP05 segue a mesma metodologia do TP10, mas considera uma carteira de títulos com prazo-alvo de cinco anos. A diferença permite acompanhar outro trecho da curva de juros reais e estabelecer uma referência para estratégias com horizonte de investimento distinto.
Scheidt afirma que a diferença entre os índices está principalmente no prazo-alvo da carteira. Essa segmentação, segundo ele, permite que o investidor escolha a exposição de acordo com sua visão sobre juros e inflação.
IDAP5 segue mercado futuro de juros reais
O terceiro maior avanço entre os índices destacados foi registrado pelo IDAP5, que subiu 5% no terceiro trimestre. O indicador, porém, possui uma composição diferente dos índices ligados diretamente aos títulos públicos.
O IDAP5 reflete o comportamento dos contratos futuros de Cupom IPCA negociados no mercado de derivativos da B3, negociando a diferença entre a variação do IPCA e uma taxa de juros prefixada para determinado período.
“O índice não acompanha diretamente uma carteira de títulos públicos, mas uma estratégia de juros reais negociada no mercado futuro”, explica Scheidt.
Confira o ranking dos dez índices de renda fixa da B3 que mais valorizaram no período:

Crédito privado também avança
O levantamento aponta o segmento de crédito privado também entre os principais desempenhos do terceiro trimestre. O Índice de Debêntures Ultra Qualidade DI B3 (IDEU) acumulou valorização de 3,52% no período.
O indicador acompanha uma carteira teórica de debêntures remuneradas pela taxa DI acrescida de um spread, que corresponde à diferença entre a remuneração desses títulos e a taxa de referência utilizada na operação.
Nota de transparência: Este conteúdo contou com o auxílio de inteligência artificial na seleção e organização das informações, com base nas fontes citadas, e foi revisado por jornalistas antes da publicação.










