O One New Zealand Stadium at Te Kaha, em Christchurch, combina uma arena totalmente coberta com soluções estruturais pensadas para uma região de forte atividade sísmica. O projeto possui 25 mil assentos permanentes e pode alcançar 30 mil lugares em eventos esportivos com a instalação de estruturas temporárias.
O que é o One New Zealand Stadium at Te Kaha?
A arena foi projetada para receber esportes, shows, exposições e eventos corporativos, com uma configuração que permite adaptar arquibancadas e espaços conforme a necessidade. A capacidade inclui 25 mil lugares fixos e cerca de cinco mil assentos temporários em eventos esportivos.
O empreendimento também faz parte da reconstrução de Christchurch após os terremotos de 2010 e 2011, que danificaram o antigo Lancaster Park e deixaram a cidade sem sua principal arena de grande porte.

Como funciona a cobertura fixa do estádio?
A cobertura protege arquibancadas e campo contra as condições climáticas, utilizando materiais translúcidos para permitir a entrada de luz natural e preservar o gramado. O projeto precisa equilibrar iluminação, ventilação, acústica e manutenção.
Para cobrir uma área ampla sem interferir no campo, grandes treliças vencem o vão e transferem as cargas para apoios posicionados ao redor das arquibancadas.
Por que as treliças metálicas são tão grandes?
As treliças trabalham como vigas profundas formadas por barras ligadas em configurações triangulares. Essa geometria permite vencer grandes distâncias com menor quantidade de material do que uma peça maciça equivalente.
No Te Kaha, os módulos da cobertura foram pré-montados próximos ao local definitivo. Depois, guindastes de grande capacidade elevaram cada conjunto até os apoios. A estratégia reduziu parte do trabalho realizado em altura, mas exigiu rigoroso controle de peso, vento e sequência.
- Pré-montagem: os componentes são reunidos em áreas controladas no canteiro.
- Conferência: dimensões, soldas, parafusos e pontos de içamento são verificados.
- Elevação: guindastes movimentam módulos com dezenas de toneladas.
- Posicionamento: a peça precisa alcançar os apoios dentro das tolerâncias previstas.
- Ligação: conexões integram o módulo à estrutura já instalada.
- Estabilização: contraventamentos mantêm segurança durante todas as fases.

Como os terremotos influenciaram o projeto?
Christchurch foi afetada pelos terremotos de Canterbury e por episódios de liquefação do solo, que reduzem temporariamente a resistência de terrenos saturados. Por isso, uma arena de grande porte precisa considerar movimentos, deformações e segurança das rotas de saída.
O projeto sísmico busca controlar os efeitos dos abalos, analisando tanto a estrutura final quanto as etapas de construção. Especialistas em engenharia sísmica avaliaram como a arena poderia responder às forças previstas.
Como o terreno foi preparado para receber a arena?
Antes da construção das arquibancadas e da cobertura, o solo recebeu tratamento para melhorar a uniformidade, reduzir recalques e diminuir riscos associados às camadas vulneráveis. Depois, fundações, pilares e elementos estruturais formaram a base da arena.
A melhoria do terreno não elimina os efeitos de um terremoto, mas ajuda a controlar a resposta da estrutura. A segurança depende também de ligações, contraventamentos e componentes capazes de transmitir as forças sísmicas até as fundações.
Como a arena concilia cobertura e gramado natural?
A cobertura influencia luz, temperatura, vento e umidade no campo, fatores que afetam o crescimento da grama, a drenagem e a recuperação do gramado após eventos.
Para aumentar a resistência ao uso intenso, o estádio utiliza um campo híbrido retangular, que combina grama natural com fibras de reforço. O sistema busca manter características do gramado natural com maior durabilidade.
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Por que o Te Kaha representa a reconstrução de Christchurch?
A antiga arena da cidade foi destruída pelos terremotos, e o novo estádio recupera a capacidade de receber competições internacionais, shows e eventos comunitários em uma estrutura permanente. O site oficial do One New Zealand Stadium apresenta a capacidade de 30 mil lugares em partidas e 25 mil assentos permanentes. O Christchurch City Council registra as principais fases da construção.
A obra mostra que uma arena depende da integração entre solo tratado, fundações, concreto, aço, fachada, instalações e planejamento sísmico. Com grandes treliças, teto fixo e uma base preparada para condições geotécnicas desafiadoras, o Te Kaha representa tanto uma solução de engenharia quanto um símbolo da reconstrução de Christchurch.











