O perito criminal aplica conhecimentos científicos para examinar vestígios ligados a uma investigação. A rotina pode começar em um local de ocorrência e continuar durante horas ou dias em laboratório, até que resultados, métodos e conclusões sejam organizados em um laudo técnico.
O que faz um perito criminal?
O profissional realiza exames periciais, registra condições encontradas, coleta dados e analisa materiais que podem contribuir para esclarecer circunstâncias de uma ocorrência. O trabalho precisa ser técnico e documentado.
Na Polícia Federal, as atribuições incluem exames em locais de infração penal, análise de instrumentos relacionados aos fatos, pesquisas de interesse do serviço e coleta de informações necessárias para complementar os exames.

Como começa o trabalho em um local de ocorrência?
Antes de recolher qualquer material, o perito precisa observar e registrar o cenário. Fotografias, medições, posição dos objetos e condições ambientais podem ser importantes para interpretar posteriormente aquilo que foi encontrado.
A coleta deve preservar a relação entre vestígio e local. Embalagem, identificação, transporte e documentação precisam manter rastreabilidade para que o material analisado possa ser relacionado corretamente à investigação.
Todo perito criminal trabalha com os mesmos vestígios?
Não. A perícia reúne áreas diferentes. Dependendo do órgão e do concurso, podem existir especialidades relacionadas a química, engenharia, computação, contabilidade, genética, meio ambiente, física ou outras formações.
Isso significa que dois peritos podem ter rotinas bastante distintas. Um pode examinar dispositivos digitais, enquanto outro trabalha com materiais químicos, estruturas, documentos ou evidências biológicas.
Quais atividades aparecem na rotina?
O trabalho combina observação, procedimentos técnicos e produção documental. Algumas ocorrências exigem atendimento externo imediato, enquanto outras concentram a atividade em bancadas, equipamentos analíticos e análise de dados.
Entre as tarefas possíveis estão:
- registrar locais por fotografias, medições e descrições;
- coletar e identificar vestígios para exames posteriores;
- realizar análises laboratoriais conforme a especialidade;
- examinar objetos, documentos ou equipamentos relacionados à investigação;
- interpretar resultados com base em métodos técnicos;
- elaborar laudos periciais com procedimentos e conclusões;
- prestar esclarecimentos técnicos quando solicitado pelo processo.

Como funciona o trabalho e a formação do perito criminal?
No laboratório, os vestígios passam por exames específicos com instrumentos, reagentes, softwares ou equipamentos conforme a área. Os resultados precisam ser interpretados dentro dos limites do método utilizado e registrados em um laudo técnico.
Para atuar como perito criminal, é necessária formação superior, mas os cursos aceitos variam conforme o órgão e o edital. O ingresso ocorre por concurso público, com etapas e requisitos que podem mudar entre a Polícia Federal e as estruturas estaduais.
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Quanto ganha um perito criminal em 2026?
A remuneração muda muito conforme o órgão. Na Polícia Federal, o subsídio inicial previsto para Perito Criminal Federal chegou a R$ 27.831,70 a partir de maio de 2026.
No Distrito Federal, a classe inicial de Perito Criminal aparece em R$ 26.690,15 desde janeiro de 2026. Esses números não devem ser usados como média nacional, porque carreiras estaduais podem pagar valores diferentes.
Como é a rotina de um perito criminal?
O trabalho de campo exige observação, organização e cuidado para preservar vestígios e registrar corretamente as condições encontradas. No laboratório, ganham importância a padronização dos procedimentos, os exames e a interpretação dos resultados.
Apesar da imagem criada por séries, a perícia envolve etapas mais demoradas de coleta, análise e documentação. O perito criminal produz informações técnicas sobre os vestígios, que depois são integradas a outros elementos da investigação pelas autoridades responsáveis.











