Em um estudo recente conduzido pela ESPM, Florianópolis foi classificada como a cidade mais preparada para o crescimento baseado na economia criativa no Brasil. Conhecido como Índice de Desenvolvimento Potencial da Economia Criativa (IDPEC), o estudo revela as cidades brasileiras com maior capacidade de desenvolver atividades econômicas criativas como moda, audiovisual, cinema, software, games e eventos.
Análise das Capacidades Humanas

A primeira dimensão analisada pelo IDPEC é a Capacidade Humana, que examina o papel da educação na economia criativa. Essa dimensão considera fatores como o número de pessoas com ensino superior, a qualidade da educação básica e o orçamento público municipal dedicado à educação. Esses elementos são fundamentais para fomentar uma base sólida de talentos que possam impulsionar setores criativos.
Atratividade e Conectividade Espacial
Outra dimensão importante do estudo é a Atratividade e Conectividade Espacial. Cidades criativas precisam ser não só atrativas, mas também bem conectadas. O estudo leva em pandemia fatores como segurança urbana, conectividade digital e aérea. Isso envolve a capacidade das cidades de se conectarem com outras regiões e de oferecerem infraestrutura segura e eficiente para seus habitantes.
Ambiente Cultural e Empreendedorismo Criativo
A terceira dimensão, Ambiente Cultural e Empreendedorismo Criativo, foca na importância das atividades culturais e no incentivo ao empreendedorismo. Isso inclui o orçamento público municipal para a cultura, a promoção de eventos culturais e o suporte a negócios inovadores. Estimular um ambiente onde a cultura e o empreendedorismo criativo possam prosperar é essencial para o crescimento sustentável dessas economias.
Ranking das Cidades Brasileiras
Após avaliar essas dimensões, o estudo classificou as cidades brasileiras em termos de seu potencial de economia criativa. Florianópolis lidera o ranking com uma pontuação de 0,91. Vitória e Curitiba seguem, com 0,83 e 0,76 respectivamente. As cidades foram avaliadas com base nas suas habilidades de fomentar crescimento econômico por meio de indústrias criativas.
- 1. Florianópolis (SC) – 0,91
- 2. Vitória (ES) – 0,83
- 3. Curitiba (PR) – 0,76
- 4. São Paulo (SP) – 0,72
- 5. Brasília (DF) – 0,71
- 6. Palmas (TO) – 0,66
- 7. Goiânia (GO) – 0,66
- 8. Belo Horizonte (MG) – 0,62
- 9. Porto Alegre (RS) – 0,61
- 10. Cuiabá (MT) – 0,60
O estudo revela a importância de investir em educação, conectividade e cultura para aproveitar plenamente o potencial da economia criativa. Florianópolis se destaca como um exemplo de cidade que está maximizando essas oportunidades, servindo como referência para outras cidades em busca de crescimento sustentado por indústrias criativas.











