O início de 2025 trouxe uma importante atualização para os trabalhadores do estado: o salário mínimo regional foi reajustado, passando a vigorar com valores entre R$ 1.789,04 e R$ 2.267,21, conforme a categoria profissional. O aumento, aprovado pela Assembleia Legislativa, representa um acréscimo de 8% em relação ao piso anterior, superando a inflação medida pelo INPC de 2024, que ficou em 4,77%.
Esse reajuste beneficia diretamente diversas categorias profissionais, divididas em cinco faixas salariais. O novo piso regional busca garantir maior poder de compra aos trabalhadores, além de influenciar positivamente o mercado de trabalho e a economia local. O Projeto de Lei 185/2025, responsável pela mudança, foi aprovado em regime de urgência, refletindo a prioridade do tema para o governo estadual.
Como funcionam as faixas do salário mínimo regional?
O salário mínimo regional é organizado em faixas, cada uma destinada a grupos específicos de trabalhadores, de acordo com a atividade exercida. Essa divisão permite que diferentes setores recebam remunerações compatíveis com as características e exigências de cada função, promovendo maior justiça salarial.
As faixas variam de acordo com o grau de especialização, complexidade das tarefas e condições de trabalho. O objetivo é assegurar que profissionais de áreas distintas tenham seus direitos respeitados, considerando as particularidades de cada segmento do mercado de trabalho.
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Quais são as categorias e valores das faixas do salário mínimo?
Faixa 1 estabelece o valor de R$ 1.789,04 e contempla trabalhadores da agricultura, pecuária, indústrias extrativas, pesca, serviços domésticos, turismo, construção civil, indústrias de brinquedos, estabelecimentos hípicos, motoboys e funcionários de garagens e estacionamentos.
Faixa 2 corresponde a R$ 1.830,23 e abrange profissionais das indústrias do vestuário, calçados, fiação, tecelagem, artefatos de couro, papel, papelão, cortiça, além de distribuidores de jornais, vendedores ambulantes, trabalhadores da saúde, limpeza, telecomunicações, call centers, hotéis, restaurantes e bares.
Como o reajuste do piso regional afeta os trabalhadores?
O aumento do salário mínimo regional proporciona um impacto direto na renda de milhares de profissionais, especialmente aqueles que dependem do piso para a definição de seus vencimentos. Com o reajuste, há uma elevação no poder de compra, o que pode refletir em maior movimentação no comércio e serviços locais.
Além disso, o reajuste pode influenciar negociações coletivas e servir de referência para acordos salariais em diferentes setores. O novo piso também contribui para a valorização das profissões, especialmente em áreas que tradicionalmente apresentam remunerações mais baixas. Isso pode incentivar mais pessoas a buscar emprego em setores com crescimento potencial.
Faixas superiores: quem recebe os maiores valores?
Faixa 3 estabelece o valor de R$ 1.871,75, destinado a trabalhadores das indústrias do mobiliário, químicas, farmacêuticas, cinematográficas, alimentação, comércio em geral, agentes autônomos, exibidoras e distribuidoras cinematográficas, movimentadores de mercadorias e auxiliares de administração de armazéns.
Faixa 4 e Faixa 5 apresentam valores de R$ 1.945,67 e R$ 2.267,21, respectivamente. A Faixa 4 inclui profissionais das indústrias metalúrgicas, gráficas, de vidro, borracha, seguros, condomínios, joalheria, administração escolar, entidades culturais, vigilantes, marítimos e trabalhadores de navegação. Já a Faixa 5 é destinada a técnicos de nível médio, tanto em cursos integrados quanto subsequentes ou concomitantes, reconhecendo a qualificação desses profissionais.
O que muda com o novo salário mínimo regional?
Com a atualização dos valores, o salário mínimo regional de 2025 passa a servir como referência para reajustes em contratos de trabalho, impactando diretamente a folha de pagamento de empresas e a renda das famílias. A diferença entre as faixas também incentiva a busca por qualificação profissional, já que funções técnicas e especializadas são melhor remuneradas.
O reajuste aprovado pela Assembleia Legislativa reforça o compromisso com a valorização do trabalho e a proteção do poder aquisitivo dos trabalhadores. A medida, além de beneficiar diretamente os empregados, pode estimular o consumo e contribuir para o desenvolvimento econômico do estado ao longo do ano. Com a recuperação econômica em vista, espera-se que esta medida também possa abrir caminhos para novos investimentos e oportunidades de negócios na região.











