O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, encerrou o pregão desta segunda-feira (16) em alta de 1,49%, aos 139.255,91 pontos, sustentado pelo otimismo relacionado às tensões no Oriente Médio.
Segundo uma reportagem do The Wall Street Journal, o Irã teria sinalizado que estaria disposto a retomar as negociações sobre seu programa nuclear e recuar nos conflitos com Israel.
As declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugerindo um alívio das tensões também motivaram o mercado, provocando a queda dos contratos futuros do petróleo e uma melhora do apetite por risco no exterior.
No mercado internacional, os conflitos entre Israel e Irã ainda seguem no principal foco do mercado global. Nesta terça-feira, o petróleo voltou a subir com o aumento das tensões no Oriente Médio e após Trump alertar a população para deixar Teerã e antecipar sua volta do Canadá.
No início da manhã, Trump deixou em aberto a possibilidade de novas negociações e insistiu na ideia de que o Teerã é culpado por não ter chegado a um acordo que teria impedido os ataques.
No Brasil, repercute o IBC-Br acima do esperado em abril, que estimulou apostas em nova alta da Selic nesta quarta-feira, que agora estão precificadas em 60%.
A crise fiscal, no entanto, permanece sob os holofotes do mercado. O governo foi derrotado na Câmara, que aprovou a urgência do projeto de decreto legislativo (PDL) que revoga o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
O texto foi aprovado por 346 votos a 97, no entanto, ainda não há previsão de análise do mérito do PDL, que aguarda apresentação de medidas de corte de gastos do governo e a tramitação da medida provisória já encaminhada ao Congresso.
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Manchetes desta manhã
- Câmara aprova urgência para revogar aumento do IOF (Valor)
- STF deve manter em ano eleitoral inquérito que mira milícias digitais (Folha)
- Governo quer ganhar tempo para negociar medidas de pacote de Haddad (O Globo)
- Israel x Irã eleva preços da ureia e preocupa produtor (Globo Rural/ Valor)
- Pessimismo dos gestores globais com o dólar alcança o maior nível em 20 anos, diz BofA (Valor)
Mercado global
As Bolsas da Europa operam em queda com a escalada do conflito entre Israel e Irã, que já dura cinco dias. O G7 expressou apoio a Israel e classificou o Irã como uma fonte de instabilidade no Oriente Médio.
Na Ásia, os índices encerraram o pregão desta terça-feira com desempenho misto. As praças da China fecharam em queda, a maior queda na bolsa de Hong Kong, com o índice Hang Seng fechando em -0,34%.
Por outro lado, o Japão se manteve em alta com a decisão de política monetária do BoJ, que manteve o juro em 0,5%, na primeira das sete decisões de política monetária previstas para esta semana.
Em Nova York, os índices futuros abriram em queda, também refletindo o aumento das tensões no Oriente Médio.
Confira os principais índices do mercado:
- S&P 500 Futuro -0,6%
- FTSE 100 -0,5%
- CAC 40 -1,1%
- Nikkei 225 +0,6%
- Hang Seng -0,3%
- Shanghai SE Comp. estável MSCI World -0,2%
- MSCI EM estável
- Bitcoin -2,5% a US$ 106107,13
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Commodities
- Petróleo: avança com escalada do conflito entre Israel e Irã. O Brent/ago sobe 1,76%, a US$ 74,52 e o WTI/jul valoriza 1,74%, a US$ 71,47.
- Minério de ferro: Minério de ferro: fechou em leve queda de 0,07% em Dalian, na China, cotado a US$ 97,31/ton. Em Singapura, os contratos futuros cedem 1,28%, cotados a US$ 92,65/ton e o mercado à vista recua 0,74%, cotado a US$ 94,30/ton.
Cenário internacional
Nos Estados Unidos, a agenda de indicadores destaca as vendas do varejo e a produção industrial referentes ao mês de maio. As estimativas do mercado são de queda de 0,6% e de estabilidade, respectivamente; além da expectativa pela decisão do Fomc nesta super quarta.
Entre as notícias corporativas, o Financial Times publicou que a Eli Lilly está em negociações avançadas para comprar a startup Verve Therapeutics por até US$ 1,3 bilhão.
Cenário nacional
No Brasil, os investidores concentram as atenções no cenário fiscal. Na noite desta segunda-feira (16), após a votação do PDL, o presidente da Câmara, Hugo Motta, reforçou que o “Congresso não vai ais aceitar alta de impostos para garantir o equilíbrio das contas públicas”.
Na agenda de indicadores, destaque para o IPC-Fipe da segunda semana de junho, que registrou alta de 0,26% no período anterior.
Entre os compromissos do dia, o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, participa da primeira das duas sessões da reunião do Comitê de Política Monetária do Copom. A segunda sessão acontece amanhã, quando o BC divulgará a decisão.
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Destaques no mercado corporativo
- JBS: comunicou o pagamento de R$ 2,2 bilhões em dividendos, correspondente a R$ 1 por ação ordinária.
- Americanas: firmou um termo de transação individual com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), com o objetivo de equacionar a totalidade dos débitos fiscais.
- Petrobras: fechou acordo no valor de R$ 4,9 bilhões com a Consag para conclusão do trem 2 de refinaria em Pernambuco.
- Raízen: a Fitch rebaixou ontem a perspectiva de rating da empresa, de estável para negativa.
- BRF: realizou o abate preventivo de 74 mil aves em Goiás para evitar a propagação do vírus H5N1 da gripe aviária, após a confirmação de um caso na região. Os animais abatidos eram saudáveis.












