O dólar fechou esta quinta-feira (25) em queda de 0,46%, a R$ 5,18, após dois dias seguidos de valorização. O movimento foi influenciado pelo enfraquecimento da moeda americana após a divulgação de dados de inflação dos Estados Unidos ligeiramente abaixo das expectativas do mercado.
Dados do índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) de maio surpreenderam positivamente. Ainda assim, tanto o índice cheio quanto o núcleo do indicador permanecem acima da meta de inflação de 2% perseguida pelo Federal Reserve (Fed). Em 12 meses, o PCE acumula alta de 4,1%.
Além disso, a terceira leitura do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA mostrou crescimento anualizado de 2,1% no primeiro trimestre, acima da expectativa de 1,6%.
Apesar da queda na sessão, o dólar ainda acumula alta de 0,26% na semana e avanço de 2,68% em junho. No ano, entretanto, a moeda norte-americana ainda registra perda de 5,66% frente ao real.
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IPCA-15 e Relatório do BC tiveram impacto secundário
No cenário doméstico, os investidores acompanharam a divulgação do IPCA-15 de junho e do Relatório de Política Monetária (RPM) do Banco Central (BC).
O IPCA-15, considerado uma prévia da inflação oficial, avançou 0,41% em junho, abaixo da mediana das projeções de mercado, que apontava alta de 0,44%. Instituições financeiras destacaram uma desaceleração nos preços de serviços, componente acompanhado com atenção pela autoridade monetária.
Já o RPM manteve projeções de inflação acima do centro da meta até pelo menos o quarto trimestre de 2028. Ainda assim, parte do mercado interpretou que o documento preserva espaço para eventuais cortes adicionais da taxa Selic, dependendo da evolução dos indicadores econômicos.
Durante coletiva sobre o relatório, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, comentou as discussões geradas pelo comunicado da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).
Na ocasião, o colegiado mencionou “trajetórias alternativas” que poderiam levar a inflação à meta no primeiro trimestre de 2028. Parte dos economistas interpretou a sinalização como uma ampliação do horizonte considerado pelo BC para justificar futuras reduções dos juros.
Segundo Galípolo, a interpretação não deve ser confundida com uma indicação antecipada sobre os próximos passos da política monetária.
Dólar global segue fortalecido em junho
O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, operou em leve baixa ao longo do dia e rondava os 101,4 pontos no fim da tarde. Apesar da correção desta sessão, o indicador acumula valorização superior a 2,4% em junho.
Entre as moedas emergentes, o peso mexicano se destacou após o Banco Central do México manter sua taxa básica de juros em 6,5% ao ano.
Já a coroa norueguesa apresentou valorização, acompanhando a alta do petróleo, em meio a relatos de ataques iranianos a uma embarcação no Estreito de Ormuz, apesar das negociações diplomáticas envolvendo Irã e Estados Unidos.











