A lei do cartão mudou uma das cobranças mais temidas por quem atrasa a fatura. Desde 3 de janeiro de 2024, juros e encargos do rotativo e do parcelamento da fatura não podem passar de 100% do valor original da dívida.
O que a lei do cartão de crédito mudou na prática?
A mudança atinge quem não paga a fatura inteira e entra no rotativo, ou quem parcela a fatura com juros. Antes, a dívida podia crescer de forma muito rápida, mês após mês, até virar um valor difícil de entender e negociar.
Agora, a regra coloca um teto. Se uma parte da fatura ficou em aberto, os juros e custos financeiros não podem superar o valor original que deixou de ser pago. O cartão de crédito continua sendo crédito caro, mas com um limite para essa escalada.

Como funciona o limite de 100% da dívida?
A regra é simples de visualizar. Se a pessoa deixou de pagar R$ 100, os juros e encargos do rotativo ou do parcelamento não podem passar de mais R$ 100. Na prática, a dívida não deve ultrapassar R$ 200 nessa cobrança específica.
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Os pontos principais são:
Quem entra no rotativo do cartão deve observar o quê?
O rotativo aparece quando a pessoa paga só uma parte da fatura, como o mínimo, e financia o restante. É uma saída rápida, mas costuma ter custo alto. Por isso, o limite ajuda, mas não transforma atraso em boa estratégia.
Alguns cuidados são importantes:
- Comparar o valor original que ficou em aberto com os encargos cobrados.
- Guardar faturas, contratos, prints e comprovantes de pagamento.
- Conferir se a cobrança respeita o limite de 100%.
- Negociar antes de deixar a dívida passar por vários ciclos.
A lei reduz um abuso histórico, mas não elimina o risco do endividamento. Quando o orçamento aperta, trocar uma dívida cara por uma alternativa mais barata pode fazer diferença.

Qual é a diferença entre antes e depois da nova regra?
Antes da mudança, o consumidor podia ver uma dívida pequena virar uma bola de neve muito maior. Depois da regra, existe um teto para juros e custos financeiros ligados ao valor que entrou no rotativo ou foi parcelado com juros.
A comparação fica mais clara assim:
| Situação | Como funciona | Leitura |
|---|---|---|
| Antes do teto Cobrança sem limite igual | A dívida podia crescer muito acima do valor original em poucos ciclos. | Risco alto |
| Depois do teto Limite de 100% | Juros e encargos não podem superar o valor que ficou em aberto. | Mais proteção |
| Dívida de R$ 500 Exemplo simples | Os encargos financeiros não devem passar de mais R$ 500. | Teto claro |
| Uso contínuo do rotativo Hábito perigoso | Mesmo com teto, atrasar fatura ainda pesa no orçamento. | Atenção |
O que fazer se a cobrança parecer acima do limite?
O primeiro passo é olhar a fatura com calma e separar valor original, juros, multa, encargos e eventuais tarifas. A regra oficial dos juros do cartão explica que os custos do rotativo e do parcelamento estão limitados a 100% da dívida original.
Se houver dúvida, vale pedir ao banco a memória de cálculo da cobrança. O consumidor também pode registrar reclamação nos canais de atendimento da instituição e, se necessário, buscar órgãos de defesa do consumidor.
A lei do cartão resolve o problema do endividamento?
A lei do cartão ajuda a impedir que a dívida cresça sem limite, mas não faz o rotativo deixar de ser caro. O ideal continua sendo evitar pagar só o mínimo, revisar gastos recorrentes e negociar antes que a fatura vire atraso frequente.
No fim, a mudança dá mais proteção e transparência, mas a decisão diária ainda pesa. O cartão pode ajudar no controle financeiro quando usado com planejamento. Sem isso, mesmo uma regra mais favorável não impede que o orçamento fique apertado.











