As bolsas dos Estados Unidos fecharam esta sexta-feira (24) sem direção única, com o Nasdaq registrando nova queda diante das preocupações dos investidores com o volume de investimentos em inteligência artificial (IA) e o potencial de retorno desses gastos.
O mercado também acompanhou o conflito entre EUA e Irã, enquanto a queda dos preços do petróleo ajudou a reduzir parte da aversão ao risco durante a sessão. Na próxima semana, as atenções se voltam para a decisão do Federal Reserve (Fed) sobre juros.
Confira o desempenho dos índices de Nova York:
- Dow Jones subiu 0,45% (51.946,51 pontos);
- S&P 500 teve alta de 0,05 (7.411,60 pontos);
- Nasdaq caiu 0,64% (24.750,82 pontos).
Na semana, o Dow Jones caiu 0,38%, o S&P 500 perdeu 0,61% e o Nasdaq registrou queda de 2,13%.
Movimentações no mercado de ações
Entre os destaques no mercado corporativo, as ações da Intel caíram 7,89%, apesar de a companhia ter superado as estimativas de lucro no segundo trimestre. O movimento refletiu a cautela dos investidores com as perspectivas para os investimentos em IA.
Já a Verizon avançou 5,84% após informar lucro líquido de US$ 3,84 bilhões no segundo trimestre de 2026.
Na ponta negativa, a American Express recuou 4,30%. Mesmo apresentando crescimento nas vendas e no lucro, impulsionado pelo aumento dos gastos dos clientes com cartões de crédito, o resultado não evitou a realização de lucros pelos investidores.
As ações da Oracle também caíram 4,21%. A empresa anunciou a assinatura de um contrato de quase US$ 7 bilhões, com duração de dez anos, junto ao Departamento de Guerra dos EUA.
Investimentos em IA seguem no foco dos investidores
O desempenho das empresas de tecnologia divulgado nesta semana reforçou a avaliação de parte do mercado de que os elevados investimentos em inteligência artificial podem demorar mais do que o esperado para gerar retorno financeiro.
Em relatório, a Capital Economics afirmou que as dúvidas sobre a capacidade das empresas de monetizar os investimentos em IA podem continuar afetando o S&P 500, além do impacto provocado pela escalada das tensões no Oriente Médio.
A consultoria manteve como cenário-base a retomada da alta do índice ainda em 2026, antes de uma correção mais significativa em 2027. No entanto, destacou que também considera a possibilidade de o mercado já ter atingido seu pico, projetando o S&P 500 em 8.250 pontos no fim de 2026, enquanto o conflito geopolítico persistir.











